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mandante e executor 02.10.2018 | 18h06

Réus pelo assassinato de personal trainer alegam inocência em interrogatório

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Os réus por crime de homicídio, Guilherme Dias de Miranda e Wallisson Magno de Almeida Santana, apontados com mandante e executor do assassinato do personal trainer Danilo Nascimento Campos,  foram interrogados nesta terça-feira (2) e negaram envolvimento no assassinato praticado em novembro de 2017, em Cuiabá. Durante depoimento em audiência de instrução na ação penal que tramita na 12ª Vara Criminal, ambos se negaram a responder as perguntas do promotor de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE), Jaime Romaquelli.

 

Também não responderam aos questionamentos feitos pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes. Eles só responderam às  perguntas feitas por seus advogados e alegaram ser inocentes das acusações.

 

O empresário e capoeirista, Guilherme, foi o primeiro a depor e afirmar que a denúncia é falsa. Ele é apontado por ser o mandante da execução motivado por ciúmes da então esposa, Ane Lise Hovoruski, que estava tendo um caso extraconjucal o personal que era instrutor dela em uma academia de Cuiabá.

 

Leia também - Mandante da morte de personal se cala e delegada encerra inquérito

 

“No meu ponto de vista [as acusações] estão sendo direcionadas contra mim”, alegou Miranda. De acordo com Guilherme, o motivo das atribuições da morte e ameaças contra Danilo e também de ameaças contra a ex-mulher seria porque ele estava mais próximo da vítima.

 

“É uma situação clara, porque a Ane Lise teve um envolvimento com ele e eu era o mais próximo na época. Mas eu nunca falei com ele, não conheço ele. Me falaram que ele tinha várias mulheres e a Ane Lise se tornou mais uma delas. E por isso chegou em mim”, argumentou.

 

Questionado sobre a separação, Guilherme justificou que o fim do relacionamento aconteceu porque a ex o teria roubado. “Ela me roubou, levou meus móveis de casa, pegou todo o dinheiro da conta”, disse.

 

Sobre o período de 4 meses em que ficou foragido, o capoeirista negou ter fugido, justificando ter saído da cidade por conta de mensagens de ameaças que alega ter recebido em suas redes sociais. "Saí de cena para que eu permanecesse vivo", afirmou. Quando foram presos em São Paulo no dia 9 de março deste ano, Guilherme e Wallison utilizavam documentos falsos e estavam com passagens compradas para fugirem do Brasil.

 

Guilherme afirmou que por ser espírita consultou o seu guia depois de ter percebido a “gravidade” das acusações contra ele. “Fui orientado a ir para São Paulo para fortalecer a minha espiritualidade”, afirma.

 

Ao finalizar o depoimento o réu pediu ao juiz para que seja feita a Justiça. “Nesses últimos dias eu tive a oportunidade de conhecer como é um presídio. Só peço para que seja feita a justiça”.

 

Wallisson, que é apontado com um dos executores de Danilo, respondeu apenas uma pergunta da defesa e alegou ser inocente das acusações. (Colabrou Aline Almeida, repórter do jornal A Gazeta)

 

O caso

 

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danilo campos

 

A denúncia do Ministério Público Estadual foi recebida no dia 10 de abril. Após a tramitação do processo, Guilherme e Wallisson deverão ser pronunciados para enfrentarem júri popular. Segundo Miraglia, toda a fase de instrução processual será conduzida por ele.

 

Caso provas suficientes sejam reunidas, sentença de pronunciamento enviará a ação para a 1ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pelos júris. O crime foi praticado no dia 8 de novembro de 2017, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. O corpo do personal foi encontrado caído ao lado do carro, na Rua General Ramiro de Noronha.

 

Testemunhas relataram que 2 homens em uma motocicleta se aproximaram do carro da vítima perto de uma conveniência, na Rua General Ramiro de Noronha, no Bairro Duque de Caxias e mataram o personal a tiros. Guilherme estão presos desde o dia 17 de março. Segundo as investigações da Polícia Civl, Guilherme teria ordenado a morte de Danilo por ciúme de sua então esposa, Ane Lise Hovoruski que estaria tendo um caso amoroso com o personal.

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