Corrupção 19.10.2018 | 14h33
Otmar de Oliveira
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Samuel Maggi Locks, proprietário da empresa SML Comunicação e sobrinho do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, por suposta participação em sistema financeiro à margem do oficial desvendado em investigação da Operação Ararath.
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Também foram denunciados o ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes, o ex-gerente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, Hermes Rodrigues e Eliza Shigeko Kamikihara, gerentes da conta em nome da SML, José Bezerra de Menezes, presidente do BIC Banco, José Carlos Dias, ex-secretário de Comunicação e Elpídio Spiezzi Júnio, secretário adjunto de Comunicação.
Segundo os autos, no período entre novembro de 2007 a junho de 2008, Carlos Cuzziol, Eliza Shigeki, Hermes Rodrigues e José Bezerra de Meneses, em acordo com os outros nomes, geriram de forma fraudulenta instituição financeira para conceder empréstimos simulados que totalizam R$ 1,1 milhão.
O valor foi disponibilizado à SML, empresa de Samuel, mas seria destinado, em realidade, segundo o MPF, a Eder Moraes. Esquema foi pensado para pagar despesas do grupo político do qual Eder fazia parte, liderado pelo ex-governador Silval Barbosa.
A nebulosidade da transação é maior se levado em conta o fato de que garantias da quitação do empréstimo foram dadas pelo governo de Mato Grosso, por meio de créditos. Ocorre que, ainda segundo o MPF, a SML Comunicação nunca prestou serviços ao governo de Mato Grosso que pudessem originar o crédito posto como garantia no BIC Banco.
Os empréstimos, depois, eram pagos por construtoras com parte do dinheiro recebido por serviços prestados ao Governo do Estado. Era a condição estabelecida para que o secretário de Fazenda autorizasse o pagamento aos empresários do ramo de construção. Parte do esquema foi delatado por Saboia Campos, dono da Saboia Campos Construções e Comércio Ltda.
Samuel Maggi Locks foi denunciado apenas por participar de sistema financeiro à margem do oficial. O crime de lavagem de dinheiro, facilmente percebido no contexto apresentado, foi alvo de um primeiro processo, datado de 2015.
Eder Moraes, Luiz Carlos Cuzziol, Hermes Rodrigues, Eliza Shigeko Kamikihara, José Bezerra de Menezes, José Carlos Dias e Elpídio Spiezzi Júnio foram denunciados conjuntamente por lavagem de dinheiro, além de gestão fraudulenta.
A ação proposta foi assinada pelo promotora de Justiça Vanessa Cristhina Zago, no dia 7 de agosto. O MPF pede que a denúncia seja recebida, tornando os investigados em réus na ação penal. Os colaboradores premiados na Operação Ararath, Silval Barbosa e Júnior Mendonça, foram apontados como testemunhas de acusação.
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