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14.09.2018 | 07h53

Silval contradiz delação ao negar sociedade com Mauro Mendes

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Trechos da delação de Silval Barbosa contrariam o que disse o próprio ex-governador nesta quarta-feira (12), quando negou ter sido sócio de Mauro Mendes (DEM), candidato ao governo do Estado. Em conversa com a imprensa, Silval rebateu o que tem afirmado o governador Pedro Taques (PSDB) em sua campanha à reeleição.

João Vieira

Silval Barbosa

“O meu irmão teve participação com ele [Mauro Mendes]. Eu nunca fui sócio do Mauro. Isso está em um dos anexos [da delação]”, disse o ex-governador, pontuando ainda que não está atuando na campanha eleitoral deste ano e que sequer poderá votar, já que está com os direitos políticos suspensos. “Eles podem falar o que quiserem, eu estou totalmente fora da campanha”, enfatizou.

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Depoimentos prestados por Silval em maio de 2017 ao Ministério Público Federal (MPF), no entanto, dão conta de que ele e Mauro Mendes compraram, juntos, uma fazenda em Nossa Senhora do Livramento, onde funcionava um garimpo de ouro, além de uma aeronave avaliada em R$ 4,8 milhões, cuja metade deste valor foi pago com dinheiro de propina.

Nos dois casos, Silval cita as palavras “sócio” e “sociedade” para se referir a Mendes e os demais membros do grupo.

No anexo 60 da delação, Silval diz que, entre 2012 e 2013, intercedeu a compra da área de garimpo conhecida como Fazenda Ajuricaba a pedido de Mauro Mendes. O então governador foi até Goiânia conversar com o proprietário da terra, Aníbal Crosara Júnior. Ficou acertado, na época, que Mendes e outros sócios teriam “prioridade” na compra. Em troca, a empresa de Aníbal, a Construtora Emsa, também teria prioridade em negócios com o governo de Mato Grosso.

Chico Ferreira

A terra, ainda segundo a delação de Silval, foi comprada por R$ 20 milhões em nome de Mauro Mendes e dos empresários Valdinei de Souza e Wanderley Torres, assim como do ex-secretário de Estado José Lacerda e de Antônio Barbosa, irmão de Silval.

No depoimento, o exgovernador detalha que a parte de seu irmão, 25%, também lhe beneficiava. Diz ainda que Mauro Mendes e Valdinei de Souza ficaram com 50%, Wanderley Torres com 20% e José Lacerda com 5%.

Silval relata que, logo após a compra da terra, se juntou a Mendes e Valdinei para adquirir um avião. Metade do valor foi pago pelo próprio Silval com, conforme seu depoimento, dinheiro de propina de uma construtora que atuava no Estado e era beneficiada pelo programa MT Integrado.

A partir da aquisição do imóvel uma sucessão de negociatas ocorreu, segundo o narrado por Silval, culminando na venda para Mauro Mendes e Wanderley Torres a parte das terras que cabia aos outros sócios.

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