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11.06.2018 | 13h15

Silval depõe na Justiça Federal e nega fraudes na licitação do VLT - veja vídeo

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Josi Pettengill

O ex-governador Silval Barbosa negou que o processo de licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tenha tido qualquer tipo de irregularidades. A declaração ocorreu durante depoimento no processo em que responde por danos morais coletivo, devido ao atraso na execução das obras de implantação do modal de transporte lançado para ficar pronto antes da Copa de 2014, mas que até hoje as obras continuam sem previsão de serem retomadas e concluídas.

"Eu quero deixar claro, e que está na minha colaboração, eu nunca pedi para um secretário meu ou determinei para um secretário meu, abordar qualquer empresa que participou de licitação no Estado, que foram várias licitações, para pedir vantagem", diz Silval durante a gravação feita no dia 22 de março que o Gazeta Digital teve acesso.

Silval explica que o pedido de propina era em uma segunda etapa. "Até a licitação a determinação era de transparência, de não ter nenhum favorecimento para nenhuma empresa", afirmou em depoimento.

"Porque independente do que ocorreu, e que ocorreu, que está na minha colaboração, tudo era após o processo e depois do contrato".

A declaração deverá ser debate no processo de rompimento do contrato entre o governo Pedro Taques (PSDB) e o Consórcio VLT, formados pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda.

O rompimento  do contrato ocorreu em agosto do ano passado, depois da Operação Descarrilho da Policia Federal, que investiga fraudes na licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes que teriam ocorridos durante a escolha do modal VLT. Porém, uma liminar em favor do Consórcio impede que o contrato seja anulado.

Operação Descarrilho

O ex-governador Silval Barbosa relatou ao Ministério Público Federal (MPF) que houve acordo com a empresa CR Almeida – membro do Consórcio VL – para obter “retorno”, ou seja, propina no montante de R$ 18 milhões com a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O valor corresponde a 3% dos R$ 600 milhões que o Estado pagaria pela obra, à época em que houve a contratação. O desvio tinha como objetivo pagar dívida remanescente da campanha eleitoral de 2010.

Chico Ferreira

Consta nos autos que o desvio de R$ 18 milhões do contrato do Estado com a CR Almeida ocorreu por meio da subcontratação da empresa Cohabita Construções Ltda., com o objetivo de simular uma prestação e serviços e disfarçar a propina.

Aos procuradores do MPF, Silval Barbosa contou que após a homologação do processo licitatório em que o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande saiu vencedor, pediu que o então secretário extraordinário da Copa Maurício Guimarães procurasse os executivos das empresas que compõem o concórcio para conversar sobre pagamento de propina que seria usada para saldar dívida de campanha junto ao Banco Rural.

Já o Consórcio VLT diz que vem colaborando com as investigações e se encontra à disposição da Justiça e autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, além de manter o interesse em concluir a obra e contribuir "para que acordo pela retomada das obras possa ser firmado e homologado, com a efetiva conclusão e entrega do VLT para uso da comunidade de Cuiabá e Várzea Grande". 


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