Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 23/08/2019

Judiciário - A | + A

CASO RODRIGO CLARO 16.04.2019 | 21h28

Tenente Ledur chora em audiência ao ver vídeo de alunos formados

Facebook Print google plus

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Ledur chora ao ser apresentado vídeo dos formandos do 15º Curso de Formação de Bombeiros, turma anterior ao da morte de Rodrigo Claro.

Tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps chorou durante depoimento de uma testemunha de defesa realizada nesta terça-feira (16), na 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá. Ela é acusada pela tortura e morte do ex-aluno Rodrigo Claro, após participar de curso de formação do Corpo de Bomebeiros, em 2016. Nesta audiência de instrução foram ouvidas 3 testemunhas.

 

Leia também - Polícia Civil pede prisão de motorista após descobrir compra de passagem para SP

 

Segunda testemunha, o soldado Rafael do Carmo Lisboa, falou sobre sua experiência como aluno da tenente no 15º curso, sendo essa a turma anterior ao de Rodrigo Claro. “No meu curso tinha 300 alunos divididos em 6 pelotões, eu fazia parte do 2° pelotão”, lembra”.

 

Lisboa conta que no treinamento quando era identificado alguma dificuldade, a tenente Ledur orienta que os mesmos fizessem uma “escolinha de reforço”. “Ela davas as instruções e deixava os alunos que tinham bom desempenho na monitoria”, afirmou.

 

Durante o depoimento o advogado de defesa, Huendel Rolim, apresentou um vídeo institucional da formação dos alunos do 15º Curso de Formação dos Bombeiros. Nesse momento, Ledur de longe observa o vídeo e vai às lágrimas.

 

Através do áudio do vídeo é possível ouvir os formandos entoando canto militar. De acordo com o soldado, a canção foi sugerida pela tenente para demonstrar "vivacidade" do pelotão.

 

Otmar de Oliveira

soldado Rafael do Carmo Lisboa

Após 4 anos, o soldado Rafael do Carmo Lisboa também participa dos cursos, hoje como instrutor.

Após 4 anos, o soldado também participa dos cursos, hoje como instrutor. Em toda a fala o soldado, Lisboa defendeu a conduta de Ledur quanto aos treinamentos em que ministrava nos cursos de formação. “O aluno é cobrado sim, mas não pressionado. A gente não pode falar muito. A gente orienta e incentiva. Ela cobrava o nosso melhor desempenho, nada que fosse obrigado. Costumo falar que a Ledur foi muito importante pro profissional que eu sou”, pontuou.

 

Também prestou depoimento o primeiro-sargento Marcizio Oliveira Moraes. Ele foi um dos instrutores junto a tenente Ledur e também fazia parte da coordenação do Curso de Formação dos Bombeiros. Da mesma forma, Moraes esclareceu sobre os procedimentos de treinamento realizados durante o curso e afirmou haver pressão e estresse entre os alunos. “Ela era exigente”, frisou sobre a instrução do treinamento. “A gente coloca eles sob pressão, sob estresse. No dia a dia é inerente isso ao militar”, justificou.

 

Questionado sobre denúncias contra a tenente Ledur, o militar admitiu ter recebido queixas contra a instrutora do curso e que foi aberto sindicância para apurar as denúncias realizadas pela turma de Rodrigo Claro e também na anterior. “Tinha sim, inclusive [denúncia] contra mim. Os alunos gravaram áudio e editaram, inclusive. Foi investigado e arquivado”, completou.

 

Única civil a depor como testemunha de defesa de Ledur, a jornalista Larissa Malheiros Batista falou sobre o comportamento da militar e também de sua atuação no Corpo de Bombeiros como assessora de imprensa. Ela trabalhou apenas 1 ano e meio na corporação e relatou que acompanhava alguns treinamentos. Porém no dia da morte de Rodrigo não estava presente.

 

Malheiros disse que presenciou a tenente Ledur como instrutora junto a outros militares e não notou comportamento agressivo ou reclamações. "Nunca ninguém reclamou de nenhum militares para mim”. “Eu sempre achei ela muito calada.

Nos treinamentos eu quase não ouvia a voz da Ledur”. No dia da morte de Rodrigo Claro, a jornalista se reuniu com a diretoria e orientou sobre como a corporação deveria agir. "Sugeri que a Ledur desse coletiva, mas o coronel falou que não e que ela estava proibida de falar com a imprensa. Pediu para que as perguntas fossem pautadas na coletiva", afirmou.

 

Mesmo o juiz Marcos Faleiros tendo redesignado o dia do interrogatório de Izadora Ledur ela afirmou ao que irá acompanhar todos os depoimentos de suas testemunhas de defesa. Desde segunda-feira, ela tem sido acompanhada pelo marido, também bombeiro militar, o capitão André Luiz Dechamps.

 

O caso

 

João Vieira

Rodrigo claro, família

Antônio Claro e Jane Claro participam de todas as audiências de perto. 

Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso. Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia na lagoa, sob o comando da tenente Ledur, o que resultou na morte.

Ledur responde também processo criminal, por tortura com resultado morte, na Justiça Militar. 

 

A tenente ficou mais de 700 dias de licença médica após a morte do aluno. Voltou recentemente para a corporação e tenta a promoção para capitã.

Vídeo

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Marcos - 16/04/2019

Lamentável esses depoimentos, dizer que é necessário o treinamento abusivo, que a pressão é necessária para o dia a dia do militar, o SD BM é para salvar vidas? Ou pra ir ao combate? Na realidade o corpo de bombeiros precisa repensar sua matriz curricular, e sua aplicabilidade. É inadmissível sua prática durante o curso de formação. Deixem que as manobras e ações sejam filmadas. Ela chorou ao ver a formatura dos alunos, mas e a família do ex aluno, chorou pq? Caramba! Ela era responsável pela instrução e tem que responder por isso.

1 comentários

1 de 1

Jornal do Meio Dia - JM

Jornal do Meio Dia - JM

GD

GD

Enquete

Qual seria o maior avanço da ciência?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 23/08/2019

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 24,55 -0,81%

Algodão R$ 89,56 -0,36%

Boi a Vista R$ 136,00 0,00%

Soja Disponível R$ 65,40 -0,61%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.