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Invasor de residências 28.11.2018 | 12h42

TJ mantém prisão de falso policial envolvido em roubos e extorsões

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Por unanimidade, desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negaram habeas corpus ao falso policial civil, Airton Alex Nunes, 26, o Alex Bafo, que usava a farda para extorquir vítimas em Cuiabá. Segundo consta no processo, o réu – acompanhado de outros criminosos – entrava nas residências armado e de forma violenta para praticar roubo, além de solicitar pagamentos de altas quantias mediante ameaça e extorsão.

 

Alex foi preso na madrugada do dia 6 de setembro deste ano em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal da Capital. Desde então, vem tentando conseguir liberdade.

 

De acordo com o relator do HC, desembargador Rondon Bassil Dower Filho, havendo indícios suficientes de autoria, a custódia preventiva é medida que se impõe, “para evitar a reiteração delitiva, se evidente nos autos a gravidade concreta do crime que, pelas suas circunstâncias e as do flagrante, justificam a manutenção da custódia. Hígido o decreto de prisão preventiva, as medidas cautelares dela diversas não se revelam suficientes para revogá-la, pois não é possível a substituição pelas cautelares alternativas que não têm amparo legal, em se tratando de prisão preventiva com base no pressuposto da necessidade de garantia da ordem pública, não contemplado no art. 282, inciso I, do CPP”, pontou em seu voto.

 

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falso policial,  Airton Alex Nunes

Alex Bafo ainda ostentava armas e farda da PJC em redes sociais

Consta nos autos que em julho deste ano, o réu invadiu a casa de uma vítima junto de outras duas pessoas, no bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, portando armas de uso restrito das forças policiais e também usando fardamento da Polícia Civil. No local, eles subtraíram dinheiro, joias e aparelho celular dos residentes.

Em outra ocasião, e utilizando-se do mesmo modo operacional, mediante grave ameaça, adentraram em uma casa no Jardim Passaredo, visando à obtenção indevida de vantagem econômica. Constrangeram a vítima a lhes entregar dinheiro para que não fosse presa, sendo que inicialmente exigiram a quantia de R$ 30 mil.

Os crimes foram denunciados anonimamente e a polícia descobriu fotos postadas no Facebook de Alex, em que ele aparecia vestindo fardas da Polícia Civil, sem, contudo, compor os quadros daquela instituição. Por conta disso e dos fatos desvelados durante o processo, o réu foi mantido encarcerado por cometer os crimes de roubo e extorsão.

 

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Além disso, devido à interceptação telefônica/telemática autorizada, apurou-se que Alex foi à região norte do Estado com o objetivo de realizar, com comparsas, extorsão, mediante cobrança legal e agiotagem. Durante a investigação foi constatado que o paciente não possui registro de arma de fogo em seu nome, e ainda, consta em seu desfavor registros policiais por crimes de lesão corporal, ameaça e dano.

 

Quando foi preso em Sinop Alex saia de um bar, localizado no Setor Comercial, em um carro BMW X3. O amigo, que conduzia o veículo, disse que Alex havia penhorado o carro de outra pessoa e que ele estava morando em sua casa há cerca de 20 dias. Dentro do veículo, a polícia encontrou cheques preenchidos em nomes de terceiros e vários cartões bancários, tanto em nome de Airton Alex quando no nome de outras pessoas. (Com assessoria)

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