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06.03.2018 | 15h21

Wellington Fagundes e Valtenir são investigados na Ararath por causa de propina

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O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PR), e o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), também estão sendo investigados na Operação Ararath, deflagrada contra um esquema de crimes financeiros para bancar campanhas e enriquecimento ilícitos dos envolvidos entre os anos de 2006 a 2014.

Marcus Vaillant

Valtenir Pereira e Wellington Fagundes

A revelação consta no parecer da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, onde solicita que os anexos envolvendo os dois parlamentares de Mato Grosso sejam anexados às investigações já em andamento.

"Complemente os dados de prospecção para as investigações a serem levadas a efeito, considerando os anexos da colaboração de Silval Barbosa não abarcados na relação ora apresentada", diz trecho do pedido feito pela chefe da PGR no dia 14 de fevereiro.

Fagundes é citado pelo menos duas vezes na delação do ex-governador Silval Barbosa. Em uma delas, o ex-chefe do Palácio Paiaguás se refere às obras em rodovias do Estado, como o programa MT Integrado, que investiu R$ 1,5 bilhão em obras de estradas.

Silval ainda cita que o ex-secretário da Setpu, Cinésio Nunes de Oliveira, foi indicado ao cargo por Fagundes. O senador teria pressionado Silval para receber propinas nos contratos das obras e o ex-governador disse ter autorizado o secretário a repassar uma porcentagem, ainda desconhecida, para Fagundes quitar dívidas de campanha.

Em outro trecho de sua delação, Silval também diz que Fagundes, chegou a mediar uma cobrança de R$ 2 milhões em propina para normalizar repasses do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) ao Estado para obras de construção de viadutos e trincheiras. "Após o pagamento da propina, o Dnit voltou a encaminhar os recursos, não sabendo afirmar qual o benefício de Wellington Fagundes nessa situação", diz trecho da delação ao Ministério Público Federal (MPF).

Já Valtenir Pereira (PSB), teria recebido propina oriunda da integração de recursos liberados do Governo Federal através de alguns ministérios. O peemedebista relata que, no começo do ano de 2011, em razão das chuvas, foi decretada situação de emergência no município de Colniza, já que as pontes tinham sido arrastadas e a cidade estava ilhada.

Diante da situação, o Ministro da Integração veio até a Capital e prometeu recurso para o Estado para reconstruir as pontes da região. “Os recursos foram liberados via Ministério da Integração e contaram com a ajuda do deputado federal Valtenir Pereira para o recurso ser liberado em Brasília, sendo liberado cerca de R$ 30 milhões de reais”, relata Silval.

De acordo com o ex-governador, após a liberação dos recursos, o deputado o procurou pedindo de 10% a 20% do valor liberado pelo Ministério, alegando que tinha trabalhado nesse processo.

Wellington Fagundes e Valtenir negam as acusações de Silval Barbosa.

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