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06.10.2017 | 08h55

Filha vende toda a rifa de cesta de chocolate para garantir transplante da mãe

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Arquivo Pessoal

Filha e mãe lutam juntas e oferecem cesta de chocolate por R$ 5

 Atualizada no sábado, dia 7, às 14h - A advogada Aliane Mezacasa, 26, de Juína (735 Km a Noroeste), está rifando uma cesta de chocolates, para arrecadar dinheiro e garantir estadia em São Paulo, aonde vai, dia 18 deste mês, com a mãe, para cadastrá-la na fila de transplante de rins.

A mãe de Aliane, Alcenira Mezacasa, tem 49 anos e há 2 descobriu-se doente renal. Hoje em dia tem apenas 8% de função em um dos rins. O outro necrosou. Sendo assim, o transplante é a chance de qualidade de vida que ela tem.

Aliane tem esperanças de ser compatível com a mãe. Se exame der positivo, poderá doar um dos rins, a não ser que não ser que haja impedimento por ela ter 26 anos, sem filhos. "No entanto, é o que quero fazer", afirma.

O exame de compatibilidade é um dos que mãe e filha vão fazer em São Paulo.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) disponibiliza passagem aérea, mas estadia não. "Restituem na volta R$ 24,70 por dia, valor insuficiente, porque o Hospital dos Rins fica em área nobre e a diária em hotel próximo mais barato - já me informei - não sai por menos que R$ 150", reclama a filha.

Outra preocupação é com a passagem em si. É que mês passado pacientes renais tiveram problemas com isso e inclusive denunciaram ao jornal A Gazeta na edição do dia 27 de setembro.

De acordo com a reportagem, pacientes renais crônicos, que já aguardam na fila nacional pelo transplante de rim, tiveram dificuldades em conseguir a passagem expedida pelo setor de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da SES para irem a São Paulo, Brasília ou Porto Alegre, passar por consulta e exames e renovar a intenção em permanecer à espera da intervenção.

Um dos pacientes, que esperava há 5 anos pelo transplante, perdeu esta oportunidade. Trata-se de José Bezerra dos Santos, 64, morador do bairro 24 de Dezembro, em Várzea Grande.

Uma outra paciente foi com passagem somente de ida e na volta não conseguia liberar o tíquete no balcão de check in.

Um outro foi e ficou 48 horas sem saber como retornaria.

A SES informou que já está tudo resolvido, que a questão foi pontual e que não haverá mais este tipo de transtorno. Mas Aliane preocupa-se porque só conseguir retirar a passagem de ida. "Até por que ainda não sabemos quanto tempo vai durar nossa estadia, o que os médicos vão precisar", explica.

Na hora de voltar, vão ter que acionar o TFD para retirar a passagem de volta.

Não é de hoje que pacientes renais denunciam problemas e um deles é com medicamentos.

Estado terá que dar remédios a pacientes renais

Segundo Aliane este mês mesmo não conseguiu pegar na Farmácia de Alto Custo uma injeção prescrita para a mãe dela, no valor de R$ 250 a ampola. "Já precisou tomar 3 vezes por semana, mas agora está indicada uma dose a cada 15 dias", explica.

A família é de Juína mas Aliane e a mãe moram em Cuiabá. "Ela veio para frazer tratamento de saúde", explica a filha.

No sábado (7), Aliane entrou em contato com a reportagem para comunicar que a rifa já foi toda vendida e agradecer a todas as pessoas que participaram e se dispuseram a ajudar. Diante da enorme procura, solicitou que fosse retirado o telefone dela bem como o número da conta corrente que tinham sido divulgados nesta matéria. 

Esta matéria foi produzida através de sugestão de um internauta. Você também pode participar, enviando o pedido ao WhatsApp do Gazeta Digital. Para enviar sugestões, fotos e vídeos o número é (65) 9 9987-2065.

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