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20.09.2017 | 11h34

Manicure quebra silêncio e culpa delegado por morte da rival - veja vídeo

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Arquivo Pessoal

Lucélia resolveu falar e diz que não tem culpa por morte

Vivendo escondida, ameaçada e com medo, a manicure Lucélia Barbosa da Silva, 33, resolveu quebrar o silêncio, 7 meses depois de, por ciúmes, se envolver em uma briga, em fevereiro deste ano, em São José do Rio Claro (315 Km a Médio-Norte de Cuiabá), que terminou com a morte de Lilian Martins, 27. O caso envolve ainda o delegado da cidade, Nilson André Farias de Oliveira, que tentou separar as duas. Na confusão, a arma do delegado disparou e um tiro matou Lilian. O inquérito do caso ainda não está concluso.

Mulher morre ao tentar desarmar delegado em MT

Lucélia admite que errou ao ir de encontro à Lilian, para brigar, mas que só queria tirar satisfações com a então amante do marido dela. "Por causa dela, ele saiu de casa e me deixou com nossas 2 filhas, de 12 e 8 anos", afirma.

O caso virou fofoca na cidade. "Tanto ela quanto ele implicavam comigo e uma semana antes do ocorrido eles foram a uma lanchonete aonde eu estava e foi então que estourei, o balde encheu, sou evangélica, estava na minha, mas cheguei em um momento de fúria, mas jamais pensei em matar e não tinha nenhuma combinação com o delegado para fazer isso", assegura.

Lucélia relata que, após o crime e a morte de Lilian, ela teve que mudar de cidade. "Tinha uma vida boa, salão próprio, mas sabe quando aparece alguém para ter arruinar? Tive que vim para esta cidade bem longe, porque inclusive minhas filhas já estavam passando muito constrangimento e a família da Lilian me ameaça", justifica.

Disparo

No dia da briga, a irmã de Lucélia foi junto com ela "tirar satisfações" com Lilian. "Minha irmã já estava separando a briga na hora que o delegado chegou e foi imprudente ao entrar no meio. Só me lembro dele falando assim e repetindo: é a lei, vocês estão presas, é a lei vocês estão presas, mas eu não conseguia sair dali, porque a Lilian estava encima de mim, me batendo, ela tinha um cabelo muito comprido e estava me impedindo de enxergar", detalha.

Nisso, Lucélia diz ter ouvido o disparo. "Não sei se ela tocou na arma dele, poque ela estava muito agitada e disparou, mas eu não encostei na arma".

Demora

A família de Lilian cobra mais agilidade no inquérito do caso. Veja no vídeo abaixo o que dizem os familiares da vítima.

           

Parentes de mulher morta em confusão com delegado querem justiça

O inquérito ainda não foi finalizado. A investigação é conduzida pela delegada regional de Nova Mutum (264 Km ao Norte de Cuiabá), Alessandra Marquez Alecrim. Ela informou que aguarda o retorno das perícias para novamente ouvir o delegado.

A Policia Civil afirma que tem total interesse em esclarecer as circunstâncias da morte da jovem e para tanto deverá também fazer a reprodução simulada dos fatos, para não haver dúvidas na investigação que se complementa com as perícias. Para a Polícia Civil, as imagens da briga e do disparo não são muito claras.

O delegado está atuando normalmente em São José do Rio Claro. Ele deve ser ouvido novamente sobre as circunstâncias da ocorrência.

Lucélia diz que também tem interesse na conclusão do inquérito. "Prestei meu depoimento no dia do crime. estou a disposição para prestar novo depoimento se necessário. Mudei de cidade mas deixei meu contato com a Polícia. Vou responder e pagar pela briga que causei, mas o tiro poderia ter acertado em mim, então não posso responder pela morte de Lilian".

Segundo ela, o pai não fala mais com as filhas. "Nem comigo", ressalta. "Me culpo muito por não ter mantido o sangue de barata diante das provocações dela e dele, mas não posso responder pela imprudência do delegado, isso é com ele".

Esta matéria foi produzida através de uma sugestão enviada pelo WhatsApp do Gazeta Digital. Para enviar sugestões, fotos e vídeos o número é (65) 9 9987-2065.

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