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24.06.2018 | 10h30

Morador filma escolas abandonadas em VG e cobra providências - veja vídeo

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Um morador do bairro São Mateus, em Várzea Grande, denunciou a situação caótica da educação na região periférica da Cidade. Com uma câmera de celular, ele registrou imagens de 2 prédios escolares depredados, sem teto, sem portas e janelas e tomados pelo matagal, além de muito lixo e pichações nos imóveis.

Reprodução

A 1ª unidade apresentada se trata de um prédio onde funcionava a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Julio Corrêa, localizada na cohab São Mateus.

“O quintal do colégio só o mato. Olha a situação dentro, tudo destruído, sem telha, sem nada”, lamenta o morador que mostra imagens do local sem janelas, portas e a construção parcialmente demolida. Pelo chão é possível observar lixo e nas paredes pichações.

Em Várzea Grande existem 81 escolas municipais, sendo 19 Centros de Educação Infantil (CMEIs, creches) e um Centro Especializado que atendem cerca de 26 mil alunos. No entanto, na região do São Matheus que se expande com os novos bairros construídos por programas habitacionais existe apenas uma unidade escolar municipal.

“É muita criança para pouco colégio, gente. E aqui o colégio destruído porque a Prefeitura não toma conta das salas de aula. Os usuários de droga tomaram conta”, diz o morador indignado ao lado da filha. Ao finalizar o vídeo a criança faz um apelo sob orientação do pai. “Arruma meu colégio para estudar”, diz ela.

Refoçando a falta de escolas na região, o morador vai até o antigo prédio utilizado pela Escola Estadual Elizabeth Maria Bastos, na rua principal do bairro para mostrar a situação em que foi deixada. Ele relata que após a desocupação da escola estadual, seria feita uma reforma para a implantação de uma creche no lugar.

“O colégio aqui do São Mateus falaram que iria se tornar uma creche para as crianças e nada tá aqui abandonado, destruído. A quadra fica aberta e só vem os usuários ocupar o espaço que era para as crianças estar aqui aprendendo”, diz no vídeo. “Vamos ajudar aqui as crianças. As crianças são o futuro da humanidade, elas quem vão cuidar de nós. Nós cuidamos delas agora e mais tarde quem cuida de nós são elas”, apela o morador.

Outro lado

De acordo com a assessoria da Secretária Municipal de Educação de Várzea Grande, o prédio mostrado como a unidade abandonada do (Emeb) Júlio Corrêa é de propriedade da empresa Aurora, que era responsável pelas obras de habitação na cohab. O local funcionava como um depósito antes de ser reformado como ambiente escolar pela administração municipal anterior.

A assessoria relatou que o Ministério Público Estadual (MPE), através de uma ação civil, pediu a saída da escola alegando que o espaço era insalubre. Para atender o colégio Júlio Corrêa, a atual administração alugou 3 espaços para o atender os alunos do ensino básico na região do São Mateus.

O setor de engenharia da secretaria explicou também que antigamente o prédio era o lugar que foi cedido ao Estado durante a construção da Elizabeth Maria Bastos, atualmente localizada no bairro Jardim Eldorado. Com a devolução do imóvel, em 2017, a Secretaria Municipal de Educação conseguiu ordens de serviços para manutenção do local e pequenas reformas. A previsão de conclusão é de 90 dias.

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