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33 mortos 18.07.2019 | 15h00

Brasileira no Japão revela choque da população com incêndio criminoso

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Reprodução

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A paranaense Tata Meraki, que mora no Japão há três anos, conta ao R7 que desde 2016 não havia visto um caso tão chocante como o do incêndio criminoso que deixou 33 mortos em um estúdio de animação da cidade de Kyoto nesta quinta-feira (18).

 

Leia também -  Sobe para 33 o número de mortos em incêndio criminoso em estúdio de animação no Japão

 

“É um caso comovente por três motivos: primeiro pelo número expressivo de mortos, segundo por ser um tipo de crime extremamente raro no Japão e terceiro por ter acontecido em um estúdio de animação relativamente conhecido”, resume Tata, que tem 34 anos e trabalha como assessora de imprensa em uma companhia de comunicação.

 

A brasileira vive em Kyoto há dois anos. Antes de se mudar para a cidade, morou durante um ano em Tóquio, a capital japonesa: “Foi quando eu estava lá que um homem entrou em uma clínica de deficientes em Sagamihara e cometeu um ataque a facadas, deixando 19 pessoas mortas. Não havia sido registrado um crime tão chocante para a população desde então”.

 

Incêndio criminoso

Às 10h30 do horário local desta quinta-feira (18) — 22h30 da quarta (17) na hora de Brasília —, um homem de 41 anos ainda não identificado entrou no prédio da Kyoto Animation Co., no distrito de Fushimi-ku, e jogou um líquido inflamável, provocando um incêndio no primeiro andar.

 

“Os vizinhos perceberam a fumaça, ligaram para a emergência e os bombeiros chegaram muito rápido. O que se sabe até agora é que 33 pessoas foram confirmadas mortas. Dentro do prédio havia 73, sendo que 67 eram funcionários da empresa e seis eram visitantes. Mais da metade está no hospital e parece que uma dezena se encontra internada em estado grave”, conta a brasileira.

 

Tata diz ter lido na imprensa local que uma bolsa cheia de facas e com documentos do suspeito foi encontrada do lado de fora da cena do crime. O homem, que está sob custódia da polícia, também foi levado a um hospital da região.

 

O edifício onde ocorreu o incêndio, segundo Tata, fica a aproximadamente 8 km do local onde ela trabalha. “Fushimi-ku é um distrito bem famoso — lá, há pontos turísticos e algumas destilarias de saquê”, comenta.

 

Comoção nacional

Em pronunciamento no Twitter, o primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou que está "sem palavras" após o incidente e disse que ora pela alma dos que se foram. "Quero expressar minhas condolências aos feridos e desejar a eles uma rápida recuperação", acrescentou. 

 

Na opinião da brasileira, crimes como o incêndio no estúdio de animação e o esfaqueamento em massa na clínica de deficientes causam choque nos japoneses porque o país é muito seguro — e praticamente livre de armas. “É difícil de ver armas de fogo mesmo com os policiais e as ruas são muito seguras a qualquer momento do dia ou da noite — até os acidentes de trânsito são bastante raros”, aponta.

 

Ainda que a identidade do suspeito não tenha sido divulgada, Tata acredita que as autoridades devem prestar esclarecimentos sobre o homem e suas motivações nas próximas 24 horas. “Ao meu ver, ele não entrou no estúdio de animação aleatoriamente — deve ter havido alguma motivação para isso. Mas acredito que ele tenha agido sozinho, sem participar de nenhuma organização”, relata.

 

A paranaense emenda que, embora os japoneses sejam um povo muito reservado, a população local tem demonstrado sua tristeza pelo ocorrido nas redes sociais: “Há muitas postagens pedindo orações pelas pessoas de Kyoto. O assunto está em alta há mais de doze horas — e eu imagino que vá permanecer por muito tempo”, finaliza.

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