29.06.2008 | 03h00
Uma fileira de luzes divulga com feitiço, em letras capitulares, o nome do bar PARADISE, que fica em um porão. Uma dezena de mulheres chinesas com mini saias colantes e bustiês se movimentam ao redor de bandos de homens ocidentais, e puxam conversa com eles em um inglês tosco. Em questão de pouco tempo, um homem e uma mulher sobem as escadas para o andar superior da casa, onde ocorrem os negócios mais importantes do Paradise.
O Paradise é um bordel em um complexo residencial sem endereço, num bairro afastado de Cabul, onde as prostitutas chinesas divertem seus clientes ocidentais. Desde a invasão liderada pelos Estados Unidos do Afeganistão, em 2001, milhares de ocidentais trabalham no país para empresas de segurança, companhias e grupos de assistência humanitária, que foram em massa ao Afeganistão. Logo após a chegada dos ocidentais, vieram as prostituas chinesas, em alguns casos levadas ao Afeganistão por quadrilhas de traficantes de mulheres.
A Organização Internacional para a Imigração ajudou 96 mulheres chinesas que foram deportadas em 2006. Elas disseram à Organização que foram enganadas por uma agência de viagens na China, que prometeu emprego em um restaurante chinês por US$ 300 ao mês. Mas quando elas chegaram, o dono do restaurante chinês negou o salário e obrigou-as a providenciarem serviços sexuais à noite.
Um funcionário da Organização disse que uma das chinesas pensava que iria trabalhar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e nem tinha idéia de que seria desembarcada em Cabul. Funcionários do governo afegão negam as alegações. "Elas vieram aqui pela própria vontade. Elas querem fazer negócios aqui. A polícia deu flagrante em todas", disse o general Ali Shah Paktiawal, chefe do departamento de investigações criminais da polícia de Cabul.
Nos anos recentes, autoridades afegãs conduziram uma campanha contra a "corrupção moral", com blitz contra o bordéis disfarçados de restaurantes, e deportando as prostitutas chinesas em frente às câmeras. No ano passado em Cabul, 180 prostituas foram detidas -das quais 154 eram "estrangeiras" e 26 afegãs, disse Paktiawal. Ele não informou qual era a nacionalidade das estrangeiras, mas muitas operações de flagrante foram feitas em restaurantes chineses.
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