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05.12.2017 | 17h00

Egito e Alemanha pedem aos EUA que não façam mudanças no status de Jerusalém

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O presidente do Egito, Abdel Fatah el-Sissi, pediu aos Estados Unidos que não tomem medidas que possam mudar o status de Jerusalém, uma vez que o governo de Donald Trump considera reconhecer a cidade como a capital de Israel e mudar sua embaixada de Tel-Aviv para lá.

Em um comunicado, a presidência do Egito afirmou que Sissi conversou por telefone com Trump sobre os planos do governo americano e pediu ao líder americano que evite ações que prejudiquem os esforços de paz no Oriente Médio. Funcionários da Casa Branca disseram que Trump pode reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, uma declaração altamente responsável que pode inflamar as tensões em todo o Oriente Médio.

Nesta terça-feira, o Ministério de Relações Exteriores do Egito afirmou que o ministro Sameh Shoukry conversou com o homólogo francês sobre os possíveis movimentos de Washington. Anteriormente, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que lembrou a Trump, em um telefonema, de que o destino de Jerusalém deveria ser determinado nas negociações sobre a criação de um Estado palestino junto a Israel.

Já o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, alertou que qualquer movimento dos EUA para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel seria perigoso e poderia aprofundar o cenário conflituoso no Oriente Médio. Gabriel comentou que ‘reconhecer Jerusalém como a capital de Israel não acalma um conflito, mas o alimenta ainda mais‘. Para o ministro alemão, o movimento ‘seria um desenvolvimento muito perigoso‘.

Gabriel disse a repórteres, na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas que ‘é do interesse de todos que isso não aconteça‘. O ministro comentou que a Alemanha e seus parceiros da União Europeia continuam a apoiar uma solução de dois Estados entre Israel e os palestinos. 

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