25.08.2016 | 00h00
Como em toda regra há exceções, afirmar que com a idade a maturidade traz a sabedoria seria não levar em conta alguns desacertos que muitos idosos ainda cometem devido à inflexibilidade diante da vida. Mas de um modo geral é assim que funciona. Basta direcionarmos o olhar para os países orientais onde a velhice é tratada com reverência e dignidade, bem como nas comunidades tribais espalhadas mundo afora, como nas comunidades indígenas, por exemplo, onde os mais velhos são invariavelmente ouvidos pelos mais novos.
Estudo norte-americano publicado recentemente, confirma que as pessoas mais experientes trazem consigo mais variáveis para avaliar um acontecimento do que as menos experientes. A afirmativa parece cair no senso comum, mas se baseia em um estudo conduzido pelo psicólogo americano Frank Durgin e publicado na revista I-Percepition.
A partir da inclinação de uma colina foi pedido a 50 estudantes universitários e 50 adultos até 72 anos, para que fizessem a estimativa da medição do trecho proposto. O resultado foi que os universitários não demonstraram qualquer conhecimento ao passo que os mais idosos foram capazes de dar estimativas mais precisas. O especialista explicou que a inclinação da colina era bastante íngreme e o que poderia ser julgado como tendo cerca de 20 graus, não tinha mais que cinco graus.
O que o psicólogo quis provar com a experiência realizada com aquele grupo nos leva a várias reflexões. Uma delas pode ser uma avaliação honesta de como estamos tratando os nossos idosos? Como o Brasil está tratando esses homens e mulheres que ajudaram a construir essa nação? Como andam as políticas públicas voltadas à terceira idade? Será mesmo, que depois de anos de trabalho ainda sofrerão o baque, como quer o Governo Federal, de aumentar o tempo de serviço e a idade para a aposentadoria?
O fato é que o que assistimos diariamente nas filas de espera desse nosso Brasil que foi mostrado ao mundo nas Olimpíadas, como uma nação tão amorosa e capaz de superar as suas mazelas, ainda é desalentador. Nossos idosos não alcançaram o respeito que merecem.
Será que estamos educando nossos filhos a exercitarem a humildade para ouvir os conselhos dos mais velhos? A ponderar, a refletir e a refazer as suas opiniões se assim for necessário antes de tomarem atitudes intempestivas como é comum aos mais jovens? E nós, mesmo adultos, ouvimos nossos "nonos e nonas"?
Entender como a inclinação da colina pode ser distorcida pode nos dizer algo mais sobre a percepção que temos da vida. E aí, entra tudo e todos. Uma imensa colina com várias nuances, alturas, extensões e inclinações.
Ainda que a percepção seja subjetiva a experiência de vida, certamente não é, e precisa no mínimo ser avaliada, considerada e respeitada. Que possamos olhar com mais respeito e dignidade aqueles que vieram antes de nós e que por nós ganharam fios de cabelos brancos, muitos, antes da hora.
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