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09.02.2018 | 08h15

Ano começa sangrento para mulheres de MT, diz defensora

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Registrado o 8º feminicídio do ano em Mato Grosso e 2018 ainda está somente no início de fevereiro. É uma morte feminina a cada 4 dias. O motivo principal para tamanha brutalidade é o inconformismo com o fim do relacionamento ou problemas conjugais.

Reprodução/Gazeta Digital

Vítimas: Edilene, Débora, Kelly, Rosineide, Célia, Izabel, Vanessa e Maria

Um dos maridos matou a vítima e depois se matou. Um ex-namorado foi preso em Rondonópolis em flagrante. Outro marido se apresentou e, apesar das acusações da família da vítima, nega o crime. Um deles filmou o assassinato. Outros estão foragidos. Alguns levam anos para serem detidos.

7 anos após crime, homem foragido é preso acusado de assassinar a esposa

Delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Cuiabá,  pondera que é urgente conhecer os meandros destes crimes, não somente para pensar em políticas públicas capazes de combatê-los, mas também para responsabilizar os responsáveis. "Saber quem eram estas mulheres, se estavam sob medida protetiva, saber o que motivou cada história é importante", diz a delegada.

João Vieira/A Gazeta

Delegada Juliana Chiquito diz que é preciso conhecer meandros destes crimes, para combatê-los

Ela ressalta que, quando os suspeitos não são presos em flagrante, há um rito penal previsto em lei a ser seguido que exige uma ordem judicial para detê-lo. No meio-tempo entre a prática do crime e o mandado de prisão expedido, os assassinos se escondem e, os que têm condições financeiras, escapam para outros estados, ficando a cada dia mais difícil de rastreá-los.

"A nossa vontade, mesmo após o flagrante, é metê-los na cadeia, pela violência dos crimes, a brutalidade, mas temos requisitos a seguir", comenta a delegada.

Segundo ela, investigadores usam de todos os recursos disponíveis para fazer as buscas e, podendo demorar, em boa parte dos casos têm êxito em garantir as prisões.

Para a defensora pública Rosana Barros, uma das maiores autoridades em feminicídio no Estado, "realmente Mato Grosso necessita repensar ações efetivas para a prevenção. Esses delitos são possíveis de se evitar, diferentemente dos demais. Entramos o ano de forma sangrenta para as mulheres. São tragédias anunciadas".

Reprodução

Tem que repensar formas de combater também o machismo, diz defensora Rosana Barros

O machismo, na opinião dela, é a chave do problema.

A Polícia Militar e Civil não registram boletim de ocorrência por feminicídio em Mato Grosso, embora já seja tipificado.

Por isso, não há dados oficiais sobre o crime, que fica mascarado entre os demais assassinatos locais. Mas diante desta onda de feminicídio  a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) já informou que vai mudar isso.

Para criar uma política pública específica, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) criou uma câmara técnica com diversas representações. A câmara se reuniu nesta quinta-feira (8) à tarde.

Na quarta-feira (7), morreu degolada Izabel Aparecida do Amaral, 31, de Juara (709 km a Médio-Norte de Cuiabá). A 8ª vítima do ano. Estava tomando banho com o namorado, quando o ex-marido chegou, invadiu a casa dela, para terminar com o romance. O namorado também ficou ferido. O ex não aceitava o fim do relacionamento.

Em todos os 8 casos de feminicídio registrados este ano no Estado, o motivo foi sempre o mesmo. Homens inconformados com o término de namoros ou casamentos.

Além dos feminicídios, foram registadas também ao menos mais 3 tentativas frutradas. Em um dos casos, o acusado se apresentou, mas como não estava em flagrante, foi solto como garante a lei.

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