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30.01.2018 | 07h35

Após 15 dias desaparecido, corpo de professor indígena é encontrado

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Divulgação

Daniel saiu para fazer um depósito bancário em Confresa

O corpo do professor indígena, Daniel Kabixana Tapirape, 37 anos, foi localizado na tarde desta segunda-feira (29), na periferia da cidade de Confresa (1.160 km a Nordeste de Cuiabá). O indígena da aldeia Hawalora, no município de Santa Terezinha, estava desaparecido desde o dia 16 de janeiro.

A identificação do corpo foi possível após a prisão de 3 acusados pelo crime.

Os suspeitos Romilson Ferreira da Silva, 22, e Fernando Nascimento Diniz, 18, confessaram que mataram o indígena, a pedrada, para roubar a motocicleta dele e também dinheiro. Um menor de 15 anos, G.M., que também participou do crime, foi apreendido em Santa Terezinha.

As prisões foram feitas pela Delegacia de Confresa, em conjunto com a equipe do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Regional de Vila Rica e policiais de Santa Terezinha.

O delegado de Confresa, André Rigonato, informou que será solicitado exame de DNA do corpo devido ao estágio avançado de decomposição, já em processo de esqueletização. "A perícia e o legista explicaram que devido a exposição térmica na região e as grandes chuvas pode acontecer, mas somente o DNA para afirmar a identidade. Vamos levar a mulher dele para reconhecer a roupa e já vamos coletar o DNA do filho para confronto", disse.

"Os presos confirmaram a prática delitiva, do roubo e da morte, e levaram as equipes até o local e onde a motocicleta foi deixada", completou Rigonato.

Segundo o delegado, quando abordado, o professor estava em um bar na área central da cidade ingerindo bebida alcoólica. Os suspeitos também estavam no estabelecimento e perceberam que o professor indígena tinha dinheiro, então decidiram roubar à vítima, que reagiu entrando em luta corporal e terminou morta a pedrada.

Os suspeitos afirmam que somente levaram R$ 20 reais e a moto da vítima, que caiu em um buraco e foi abandonada, cerca de 1 quilômetro do corpo da vítima, próximo de um condomínio em construção.

De acordo com a família, o indígena saiu no dia 16 de janeiro, da aldeia Hawalora, em Santa Terezinha, com documentos, cartão de crédito do Banco do Brasil e R$ 4 mil, que levava para depositar uma agência bancária de Confresa. A vítima estava em sua motocicleta e teria sido visto pela última vez na aldeia Urubu Branco, onde dormiu na casa da sogra e depois não tiveram mais notícias.

O suspeitos serão autuados em flagrante por roubo seguido de morte (latrocínio) com pedido de conversão para prisão preventiva.

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