Cuiabá, Quarta-feira 19/09/2018

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10.07.2018 | 13h20

Banco continua fechado 10 dias após roubo e valor levado não é informado

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Dez dias após o assalto ao Banco do Brasil da Avenida Getúlio Vargas, centro de Cuiabá, que mobilizou dezenas de policiais militares num fim de semana, a agência continua fechada passando por reparos. O gerente administrativo do Banco do Brasil em Mato Grosso, André Boos, recebeu a reportagem do Gazeta Digital para uma entrevista sobre o assunto na manhã desta terça-feira (10), mas não respondeu a maioria dos questionamentos feitos. Ele confirmou que o banco já sabe a quantia exata de dinheiro que foi levada pelos ladrões, mas sob o argumento de que o caso é sigiloso, não revelou o valor. 

Por outro lado, confirmou que também foram levadas armas do banco. Porém, não deu detalhes sobre a quantidade e nem se elas estavam guardadas em algum local ou se eram usadas por algum vigilante da agência bancária. Ele não informou se algum guarda estava na agência quando foi invadida.

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Boos também disse, com base na investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, que os ladrões entraram no banco no sábado (30 de junho) e não na sexta-feira (29), como foi especulado na ocasião do roubo. A Polícia Militar só foi acionada no começo da noite de domingo (1º de julho) e fez uma varredura na região, bloqueando a Avenida Getúlio Vargas, mas nenhum envolvido no crime foi localizado.

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Parte da estrutura física do local foi danificada pelos criminosos que deixaram salas totalmente reviradas e cofres cortados. Algumas ferramentas foram usadas para arrombar cofres, sistema de segurança e um buraco na parede foi deixado. Os bandidos entraram pelo telhado na unidade no sábado (30) e permaneceram por pelo menos 2 dias. A prática desse crime, segundo o gerente do BB, é "muito utilizada no interior do Estado".

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O roubo começou a ser investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado no começo deste mês. Porém, até o momento nenhum suspeito foi preso e nenhum valor foi recuperado. Há suspeita de que funcionários ou seguranças, tenha participado do assalto. Porém, a informação é sigilosa e não foi confirmada.

André Boos afirmou que a demora no restabelecimento dos serviços é devido aos reparos que precisam ser feitos na estrutura física agência por causa dos danos causados pelos criminosos.

Fios foram cortados, paredes foram danificadas e até o cachorro quente dos funcionários que estava na geladeira foi 'consumido' pelos bandidos. Até um bilhete foi deixado pelos criminosos com um recado audacioso na porta da geladeira: "Muito obrigada pela gentilesa".

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A dministração acredita que as obras devem ser finalizadas até a próxima sexta-feira (13). Mas ainda não há previsão de reabertura do banco para atendimento ao público. André Boos explica que existe todo um procedimento a ser seguido.

Antes da retomada dos serviços, a Polícia Federal precisa ser acionada para fazer uma perícia e constatar se os serviços de reparos executados foram realizados de acordo com a plataforma de segurança exigida. Após a autorização da PF, a Superintendência  Proteção e Defesa do Consumidor de Mato Grosso (Procon) também precisa ser notificada para informar os consumidores.

Prejuízos e gastos com reparos

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Recado deixado pelos ladrões afixado numa geladeira 

Ainda conforme o gerente do Banco do Brasil, para a reforma da unidade onde funciona o escritório digital, agência empresa, unidade de plata forma operacional e agência de atendimento do BB, foram gastos R$ 5,8 mil sendo R$ 1,8 mil para refazer cabeamentos, reinstalar alarmes e sistema de monitoramento e outros R$ 4 mil para a restauração dos cofres. 

Porém, tanto o valor em dinheiro levado pelos ladrões quanto os danos serão pagos pela seguradora. "A única coisa que queremos é que a polícia solucione o caso. Prenda quem tiver que prender. Mas, roubos em agências sempre têm de 3 a 4 casos por semanas em diversos bancos. Contudo, o que podemos adiantar é que essa unidade estava há 20 anos sem o registro de nenhum sinistro. O último foi com a prisão do Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, conhecido como líder do Primeiro Comando da Capital", finalizou. 

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