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04.01.2018 | 11h06

Delegada conclui inquérito da morte de Vanessa e isenta bombeiro de culpa

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Gazeta Digital

Vanessa e o bombeiro Fernando Pascoal tinham relação conturbada e isso levantou suspeitas

Delegada Ana Cristina Feldner encerrou o inquérito da morte da jovem Vanessa Steffany Barbosa de Souza, 29, e afirma que o caso foi uma fatalidade.

Vanessa morreu afogada em agosto do ano passado, na região de Manso, em Nobres (146 Km a Médio-norte de Cuiabá).

"É triste, mas fatalidades acontecem", comenta a delegada, isentando de culpa o namorado da vítima, sargento bombeiro militar Fernando Pascoal de Moraes.

Ele estava com Vanessa em uma chácara, passando o final de semana, inclusive na hora do afogamento.

Namorada de bombeiro morre afogada em acampamento de escoteiros

João Vieira

Delegada Ana Cristina Felder 

"Ambos estavam muito embriagados, o próprio namorado confirmou isso em depoimento, prestou um depoimento convincente. Interroguei muitas pessoas. Casal que estava próximo não ouviu nada. No acampamento de escoteiros próximo ninguém ouviu nada. Exames confirmaram que não tinha lesões no corpo da vítima e, quem é assassinado por afogamento, reage e isso deixa vestígios e não havia nada na pele dela", explica a delegada, que é da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "A única coisa que ouviram foram os gritos do bombeiro, procurando pela namorada".

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa do afogamento foi indeterminada.

O sargento bombeiro foi apontado por familiares e amigos como suspeito, principalmente porque o casal tinha um relacionamento conturbado e na chácara chegou a ter uma discussão.

Amigos apontam homicídio de namorada de bombeiro e denunciam fraude

Diante da conclusão do inquérito inocentando o bombeiro, amigos e parentes ainda estão avaliando se vão "deixar por isso mesmo" ou se vão levar suas suspeitas adiante.

A mãe de Vanessa está internada. Desde a morte da filha, entrou em depressão. A doença se agravou ao ponto da internação ser necessária.

Uma amiga reclama que ninguém da família foi ouvida no inquérito e que houve mudança de versão.

Feldner informa que vai encaminhar o inquérito à delegacia da área do afogamento, em Nobres, para, se o delegado local achar necessário, novas diligências e confirmação de outro tipo de crime na cena do afogamento.

"Eu apurei se houve homicídio doloso, ou seja, se o namorado tinha intenção de matar e não teve. Mas pode ser acusado de homicídio culposo por exemplo", explica Feldner.

No entanto, ela já adianta que não viu sinais de outro crime. "Estou encaminhando o inquérito por uma questão de ética no trabalho, mas, para mim, foi mesmo uma fatalidade", reforça. 

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