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05.12.2017 | 09h15

Esposa e amante são acusados de matar PM a tiros

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Esposa e o suposto amante são acusados de matar a tiros o marido dela, que era soldado da Polícia Militar, em União do Norte, distrito de Peixoto de Azevedo (691 Km ao Norte de Cuiabá). O crime foi registrado pela PM na noite desta segunda-feira (4) por volta das 20h.

Reprodução/Gazeta Digital

'Eu e meu amor', postou o soldado nas redes sociais, 5 meses antes de morrer

A vítima é o soldado Moshe Dayan Simão Kaveski, 28. Ele morreu no local do crime, a residência do casal, com várias perfurações calibre 380, que atingiram a cabeça e o peito dele.

Os suspeitos são D.R.de O., 23, e o pedreiro V.S.F., 33, que também é casado. De acordo com o boletim de ocorrência da PM, os dois têm um caso e são apontados como autores da morte do soldado.

O que fortalece as suspeitas sobre a esposa, de acordo com a PM, é que, ao ser encaminhada à delegacia, em depoimento, ela deu 2 versões dos fatos, se contradizendo.

Primeiro disse que a casa tinha sido invadida por um homem armado baixo e gordo, usando roupas escuras. Depois, mudou a versão, afirmando com veemência que, na verdade, eram 2 homens. Para a PM, o relato dela ficou confuso e aparentemente falso.

A suspeita disse também que os tais ladrões tinham levado o celular dela e do marido, afirmando se tratar de um latrocínio, porém o celular dele foi encontrado próximo ao muro.

De acordo com o registro policial, Moshe e a esposa estavam construindo um bar e o "amante" seria operário da obra.

Consta que um grupo de amigos, incluindo a esposa do soldado, estavam tomando cerveja no local da obra, quando ela levantou e saiu. Neste momento, outro soldado, amigo de Moshe, questionou a ele se estava portando arma e ele disse que a esposa é que estava com ela.

Ele também disse ao amigo que já sabia do caso dos 2, que ficou sabendo por terceiros e, quando soube, nervoso, chegou a agredi-la, com um soco na altura do tórax.

Diante das suspeitas, a PM pediu à perícia exame residuográfico tanto da esposa quanto do suposto amante. Este exame aponta indícios de pólvora que sempre ficam nas mãos ou braço de quem atira.

A Polícia Civil assumiu o caso e vai investigar as circunstâncias da morte do soldado Moshe, para confirmar ou descartar a autoria dos acusados.

O corpo do militar, que é natural do Mato Grosso do Sul, deve ser encaminhado à Aripuanã, cidade mais próxima que tem Instituto Médico Legal (IML) e só depois do exame de necropsia será liberado para o sepultamento.

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