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VISITAS SUSPENSAS 13.08.2019 | 12h00

Familiares e advogados denunciam descaso durante operação na PCE

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Familiares e advogados dos detentos acusam a administração da Penitenciária Central do Estado (PCE) de faltar com informações sobre a operação que está sendo realizada desde a noite de segunda-feira (12). Por conta disso, visitas e entrega de materiais aos detentos foram suspensas.

 

Em nota, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen-MT) afirma que a operação é fruto do pedido dos servidores “tendo em vista o crescimento do crime organizado dentro das unidades”. 

 

Conforme os familiares, desde o último domingo (11), relatos começaram a circular por grupos de WhatsApp de uma operação se iniciaria e que, por isso, desligaram as luzes do presídio.

 

Leia também - Operação na PCE apreende celulares e ‘regalias’ de presos

 

Já na segunda, a energia teria permanecido desligada, até que no período da noite, deflagraram a operação. Aos que foram até a unidade nas primeiras horas de terça, já encontraram o aviso na porta: “não haverá entrega dos materiais aos reeducandos deste unidade”, destacou o setor de Segurança e Disciplina.

 

“Aqui fora nós ficamos desesperadas, não sabemos que está acontecendo e ninguém consegue nos informar. A administração do presídio nos vê como criminosas, como um peso, só por estar aqui para visitar, dar apoio, aos nossos familiares que estão presos”, disse uma das mulheres. 

 

Uma delas relatou ainda que a operação parece ocorrer com requintes de tortura. “Deixar sem luz, uma cela onde estão mais de 40 presos, imagina o quanto isso é sufocante. Dentro da PCE o ambiente é insalubre, não tem nenhuma dignidade”, frisou. 

 

Advogados barrados 

MARCUS VAILLANT

Operação Elison Douglas 

 

 

Com mais de 60 clientes na PCE, a advogada Patrícia Gabriele Alves estava na porta do presídio em busca de informações para repassar aos familiares dos detentos, que disseram que foram surpreendidos com o cancelamento das visitas.

 

“Estamos aqui justamente buscando por informações, tentando entender a motivação da operação e em quais condições se encontram os detentos. Já sabemos que estão há mais de 24 horas sem energia e trancados nas celas”.

 

Ao , o Sindispen informou que a PCE está sem energia, mas que faz parte do procedimento dentro da operação. Rodrigo Marinho, vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, tentou contato com a administração do presídio, mas não foi recebido até a metade da manhã. 

 

Foi informado por um agente penitenciário que não haveria visitas e nem atendimento durante toda a terça-feira. “Eu não estou aqui como advogado, estou como entidade qual represento. Precisamos saber o que está sendo feito aí dentro”, disse.

 

‘Melhoria do ambiente’

 

Em nota, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen-MT) informou que a operação é um pedido dos servidores, “tendo em vista o crescimento do crime organizado dentro das unidades penais, que culminou no assassinato do agente penitenciário de Lucas do Rio verde, Elisson Douglas, no mês de maio”. 

 

Informou ainda que o objetivo é diminuir as regalias dentro dos presídios e restringir a quantidade de produtos, que em excesso, gera superlotação dos ambientes. 

 

No entanto, foi garantido pelo sindicato que o direito dos detentos está sendo preservado e respeitado. 

 

O que está sendo revisto, segundo o sindicato, é a retirada de materiais, para ajudar na ventilação e tornar o ambiente mais arejado. 

 

Operação Elison Douglas 

 

Batizada com o nome do agente morto a tiros na porta de casa, a operação visa ainda “lembrar a retidão e dignidade que Douglas sentia ao vestir sua farda para ir trabalhar, sendo que está também é uma forma de homenagear e honrar sua memória pelos bons exemplos que deixou e nos orgulha seguir”, finalizou Jacira Maria da Costa Silva, diretora do Sindispen.

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