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em Várzea Grande 10.10.2018 | 17h39

Polícia Civil divulga foto de estelionatário aplica golpe do envelope vazio na compra de veículos

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Marcus Vaillant/Divulgação

Marcus Vaillant/Divulgação

A Polícia Judiciária Civil, através da 2ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, alerta para ação de um homem que aplica o golpe do envelope vazio na compra de veículos anunciados a venda pela Internet. O suspeito, ainda não identificado pela Polícia, usa documento falso em nome de terceiros para aplicar os golpes, fazendo pelo menos duas vítimas, o vendedor do veículo e a pessoa que teve o nome usado.

 

As investigações iniciaram quando uma vítima registrou o boletim de ocorrência na sexta-feira, 05 de outubro. Segundo as informações, a vítima anunciou o seu veículo Chevrolet Classic, no site OLX, e o golpista entrou em contato demonstrando interesse. Após negociação, o estelionatário, que se apresentou como “Bruno Rafael”, disse que fez um depósito no valor de R$ 21 mil para vítima, apresentando o comprovante de depósito a ser compensado.

 

A vítima, de 47 anos, contou que o golpista utilizou de boa conversa para ganhar a sua confiança, fazendo com que ela fizesse a transferência do veículo em cartório, antes mesmo que o dinheiro entrasse na conta. Somente no dia seguinte, a vítima percebeu que o valor estava bloqueado e que depósito foi realizado com envelope vazio.

 

O veículo produto de estelionato foi localizado em uma garagem em Rondonópolis. Na ocasião, a vítima foi até a cidade e ligou para a Polícia Militar apresentando o boletim de ocorrência, porém em conversa no estabelecimento foi informado que o carro estava com a documentação legalizada.

 

Com o veículo em seu nome, o golpista vendeu o carro para a garagem por valor menor que o de mercado, recebendo R$ 4.500 em dinheiro e mais R$ 11 mil que seria depositado em uma conta corrente em nome de um terceiro. O dono da conta em que o valor foi depositado já foi identificado e intimado para comparecer a 2ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande. A vítima que teve o nome usado pelo golpista é moradora de Sinop e também foi ouvida.

 

O delegado, Romildo Souza Grota Junior, explica em casos de estelionato acontece um problema técnico em que veículo não entra na restrição de roubo e furto para caracterizar a receptação.

 

“Se o carro tivesse sido roubado ou furtado, ficaria fácil constatar a origem ilícita. Nos casos de estelionato, o que pode ser feito é um ofício de restrição administrativa para que o veículo não seja transferido para outra pessoa. Porém nesse caso a transferência também não poderia ser feita, uma vez que o suposto proprietário carro também é vítima, que teve o nome ilicitamente usado na negociação”, explica o delegado.

 

Romildo acredita que com a divulgação da foto do suspeito, novas vítimas podem aparecer e alerta as pessoas que pretendem fazer vendas pela Internet, em especial de veículos, que tenham cautela antes de fechar o negócio. “Antes de finalizar a venda e passar o bem para o nome do comprador, se possível, faça um contrato, confira documentos pessoais e confirme o recebimento do valor em conta bancária”, disse.

 

O delegado faz outro alerta para terceiros, de boa fé, que emprestam conta bancária para recebimento de valores sem origem comprovada. “As pessoas que mesmo sem saber emprestam contas bancárias para aquirir quantias de origem ilícita, podem responder por estelionato, formação de quadrilha, uso de documento falso e dissimulação/ocultação de valores, previsto na Lei de Lavagem de dinheiro”, explica.

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