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12.06.2018 | 07h22

Polícia desmembra inquérito e indicia bisavó de bebê indígena

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O delegado de polícia, Deuel Paixão de Santana, responsável pelo inquérito policial que investiga o caso da recém-nascida indígena que foi enterrada viva e resgatada após cerca de 7 horas, determinou o desmembramento do inquérito para apresentar ao Ministério Público do Estado (MP) indiciamento apenas contra a bisavó da bebê.

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Bisavó Kutsamin Kamayura,

Kutsamin Kamayura, 57, da etnia Kamayurá, é acusada de ter premeditado a morte da bebê, em razão de a bisneta ter engravidado com apenas 15 anos de um homem, índio da etnia Trumai, que já teria outra família. Ela teria tido o apoio de sua filha e avó da bebê, Topoalu Kamayura. Ambas foram presas.

Leia mais - Bebê indígena enterrada viva por avó é resgatada pela PM e passa bem - veja vídeo

Segundo informações da Polícia Civil, o promotor do Município pediu ao delegado para que finalize a investigação referente apenas à bisavó, para que o MP possa apresentar a denúncia à Justiça, em decorrência dos fortes indícios sobre ela, além de sua prisão em flagrante.

O caso aconteceu no último dia 5 em Canarana (823 km a Leste de Cuiabá). Na ocasião, a mãe da bebê disse à polícia que sentiu as contrações e deu à luz a menina no banheiro. Ao nascer, a menina teria batido a cabeça no vaso sanitário e teve um sangramento. Em razão da queda e de a menina não ter chorado, a adolescente alegou que a bisavó teria acreditado que a criança estivesse morta.

A bisavó chegou a dizer que enterrou o bebê, e não comunicou os órgãos oficiais, segundo costume de sua etnia. Contudo, ela foi rebatida pela enfermeira e servidora da Funai, Maria Ine Delgado, em depoimento à polícia. A enfermeira apontou que o caso não ocorreu por costume, uma vez que a família estava integrada à sociedade.

Disse ainda que todos os indígenas são orientados a procurar a Casa de Saúde Indígena em caso de dor, doença e morte, uma vez que a instituição faz todos os procedimentos quanto ao óbito de natimorto, como o fornecimento de documentações e auxílio-funerário, da mesma forma que o branco. Desse modo, a enfermeira concluiu que a morte foi “premeditada”.

Divulgação

Bebê que ficou enterrado por 7 horas

Por isso, o MP considerou que há indícios suficientes para que seja feita a representação policial ao órgão. A bisavó segue presa desde o dia do ocorrido. Ela estava na Cadeia Pública de Nova Xavantina (645 km a leste de Cuiabá) e sua defesa chegou a pedir sua liberdade.

No entanto, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara Criminal e Cível de Canarana, determinou apenas transferência dela para uma instalação da Fundação Nacional do Índio (Funai), para que fique sob os cuidados da instituição.

Leia mais - Juiz mantém presa em unidade da Funai bisavó que enterrou bebê índia viva

Ainda conforme informações da polícia, somente após o MP analisar as provas já produzidas e o inquérito retornar ao delegado, com indicações sobre novas diligências, é que deverá ter a continuidade da investigação para apurar a participação de novas pessoas da mesma família. Além da bisavó, a avó da bebê continua presa.

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