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08.08.2018 | 17h25

Sem renda, esposa de chefe do CV movimenta quase R$ 1 milhão e atrai polícia

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Lenine Martins/Sesp-MT

A loja de fachada usada para lavar dinheiro do CV fica no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande

A movimentação de altos valores por pessoas que não tinham qualquer fonte de renda foi o pontapé inicial das investigações que resultaram na megaoperação Red Money, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (8) em 9 cidades mato-grossenses contra 94 membros da facção criminosa Comando Vermelho. Uma dessas pessoas é Jeniffer Lemes que movimentou R$ 800 mil em 4 meses.

Ela é proprietária da loja de fachada, J.J. Iformática, localizada no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande e esposa de Jonas Souza Gonçalves Junior, o Batman, um dos principais líderes da organização criminosa que era responsável pelo departamento financeiro e movimentou R$ 52 milhões em 1 ano e meio. Ele é condenado por assalto a agências bancárias.

O fato de Jeniffer não ter fonte de renda e movimentar milhares de reais, assim como outras pessoas que também movimentavam grandes quantias em dinheiro através da empresa chamou atenção da Polícia Civil. Ao todo, Jeniffer movimentou mais de R$ 1,1 milhão dentro do esquema. Ela e o marido estão entre as 83 pessoas que foram presas na operação nesta quarta-feira. De acordo com os delegados que coordenam as diligências, por volta das 15h ainda faltavam cumprir 11 mandados no interior do Estado. 

Leia também - Membros da facção CV movimentam R$ 52 milhões em 44 contas

As investigações foram iniciadas há 15 meses em torno da empresa de fachada usada para lavar dinheiro. Os investigadores logo descobriram que a empresa possuía um capital inicial de R$ 500 mil e pertencia ao Batman.

Marcus Vaillant

Delegado Luiz Henrique coordena núcleo de investigações na Polícia Civil

“No período de 1 ano e 6 meses, houve circulação de montantes entre R$ 5 milhões a R$ 800 mil, dependendo do CPF”, afirmou o delegado coordenador do núcleo de inteligência, Luiz Henrique de Oliveira durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira. 

Dos 260 CPFs investigados que realizaram transações financeiras junto à empresa, 180 foram identificados como pertencentes a criminosos ou parentes próximos. Conforme o delegado, nenhuma das movimentações e pessoas identificadas tinham ligação com o objeto social da empresa, ao contrário das pessoas que realizaram transações com o estabelecimento.

Ao lado da empresa, outras contas bancárias foram identificadas e definido um “núcleo de liderança”, no que se refere à movimentação financeira da facção criminosa.

A partir disso, a Polícia Civil chegou ao líder da facção, com papel de comando na parte financeira. Trata-se de Francisco Soares Lacerda, o Brasília, que utilizou-se, principalmente, da esposa para movimentação ilícita e aquisição patrimonial. A esposa de Brasília, que não teve o nome divulgado, foi quem mais movimentou dinheiro na conta, durante toda a investigação foram mais de R$ 5,3 milhões. 

Reprodução

 

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