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NO DIA DA OPERAÇÃO 09.09.2019 | 10h39

Tenente-coronel é flagrado alterando histórico de arma e é preso por obstrução da Justiça

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Alair Ribeiro/MidiaNews

Alair Ribeiro/MidiaNews

Atualizada às 14h08 Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Promotoria Militar comprovaram que o tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola acessou o Sistema de Registro de Gerencialmente de Armas de Fogo da PM no dia em que a Operação Coverge foi deflagrada, de 21 agosto, e promoveu alterações no histórico de uma arma de fogo. Diante dos fatos, ele foi preso na noite de domingo (8), no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. 

 

Conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no pedido de prisão consta que o militar alterou o histórico da arma de fogo número de série B27551 e sigma 896367, vinculada ao boletim reservado 287, em favor do grupo criminoso que está sendo investigado na operação. 

 

Leia também - Tenente-coronel da Polícia Militar é preso em Cuiabá

 

“Imprescindível ressaltar que o acesso ao sistema SIRGAF da PMMT ocorreu após a deflagração da Operação Coverage realizada na manhã do dia 21/09/2019, fato este que causa muito espanto e que demonstra de maneira irrefutável que a organização criminosa ora desvelada continua operando mesmo com a atuação deste r.Juízo e Ministério Público Estadual”, argumentaram os promotores de Justiça.

Na decisão que determinou a prisão preventiva do tenente-coronel, o juiz João Bosco Soares da Silva ressalta que, mesmo em liberdade, por força de ordem de habeas corpus concedida pelo Tribunal de Justiça, o denunciado “continua a realizar atos ilícitos de obstrução da justiça”, conforme informações encaminhadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Na decisão, também foram estabelecidas medidas cautelares aos acusados 2º TEN PM Cleber de Souza Ferreira, TEN PM Thiago Sátiro Albino, TEN CEL PM Sada Ribeiro Parreira e ao próprio TEN CEL PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola que estão proibidos de acessar ou frequentar os locais de Inteligência, Tecnologia da Informação e Patrimônio Logístico da PM. Também não poderão manter contato com policiais militares que atuam nesses setores e a suas senhas deverão ser bloqueadas.

 

Ao , o advogado Ricardo Monteiro explicou que está tomando conhecimento dos autos do processo, bem como as acusações do MP. Ele deve se manifestar sobre a prisão de Paccola no final da tarde de segunda-feira (9). O tenente-coronel está preso no 1º Batalhão da PM, no Porto. 


DENÚNCIA:

 

Cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo  Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na quarta-feira (05), pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações. Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.

Os promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da operação “Assepsia”, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do 2º TEN PM Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

Segundo o MPMT, em uma das conversas por whatsApp do 2º TEN com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

Na denúncia, composta de 74 páginas, o Ministério Público discorre sobre sete fatos envolvendo os oficiais da PM que, segundo o MPMT, comprovam a ocorrência dos crimes praticados. A ação penal tramita na Décima Primeira Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. (Com informações da Assessoria)

 

Outro lado

A Corregedoria de Polícia Militar foi informada neste domingo (08) da prisão do tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, efetuada pelo Gaeco. Tão logo tomou conhecimento designou um oficial superior para acompanhar os procedimentos, como determinada as normas, e agora está reunindo a documentação relativa a essa prisão para juntar em inquérito já instaurado pela Corregedoria.

 

 

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