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Decisão de governo 11.01.2019 | 14h22

Adjunta da Sinfra, secretaria do VLT é extinta por Mendes

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Lázaro Thor Borges

lazaro@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

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Entre os 240 servidores comissionados demitidos pela gestão Mauro Mendes (DEM) na quinta-feira (10) está o engenheiro José Picolli Neto, um dos responsáveis, no governo Pedro Taques (PSDB), por achar uma solução para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A secretaria-adjunta de Obras do VLT, criada especialmente para tratar do modal, também foi extinta e não há previsão de criação de outra estrutura para substitui-la.  

 

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Picolli estava na pasta há dois anos, unidade que fazia parte da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). No currículo, tinha participação na implantação do VLT do Rio de Janeiro, inaugurado em 2016.   

 

A secretaria-adjunta foi a responsável pela proposta de conclusão do VLT por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), com um investimento do Estado de aproximadamente R$ 400 milhões. A previsão era que o modal poderia ficar pronto em 20 meses e que a empresa contratada também operaria o trem de superfície.   

 

Um relatório com estas informações foi apresentado pela equipe de Picolli à equipe de transição de Mendes. O governador, no entanto, já antecipou durante a campanha que a obra não será uma das prioridades para o primeiro ano de gestão.   

 

Em conversa com o jornal A Gazeta, Picolli previu que a extinção da secretaria -adjunta pode dificultar ainda mais a continuidade das obras. Segundo ele, trata-se de um tipo de transporte cuja construção necessita de equipa altamente especializada e de servidores responsáveis apenas por estas tarefas.   

 

“O VLT não é algo que existe em todo lugar. Em todo o mundo, são apenas 380 cidades que possuem este modal, então, é óbvio que vai fazer falta. O VLT não pode ser tocado por uma pessoa só, precisa de muito mais gente”, comentou o engenheiro.   

 

A ideia de Mauro Mendes é demitir pelo menos 3 mil servidores comissionados. A Casa Civil é a pasta que tem centralizado os atos, sob o comando do secretário Mauro Carvalho. Cada secretário tem encaminhado diariamente listas de pessoas que devem deixar o governo. Não existe um prazo para que todos sejam demitidos, mas a ideia é agilizar o processo o máximo possível.

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