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09.07.2018 | 13h35

Blairo Maggi vê instabilidade e diz que decisões sobre Lula foram lamentáveis

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O ex-governador de Mato Grosso e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), comentou nesta segunda-feira (9) o imbróglio envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), figura central em decisões na Justiça Federal. Em poucas horas, Lula recebeu no domingo determinações por sua liberdade e outras contra. Segundo Maggi, o episódio pode ser classificado como lamentável.

João Vieira

“Uma confusão mesmo, assim como todos que assistiram o caso ontem, fiquei boquiaberto de como pode a Justiça estar desse jeito. Um libera, outro manda prender, quem não tem nada a ver no meio. É lamentável. Acho que precisa que não só a Justiça, como também o Executivo e o Legislativo, ter um entendimento”, afirmou o ministro.

No domingo, o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, concedeu liberdade ao ex-presidente determinando que o alvará fosse cumprido pela Polícia Federal no próprio domingo. O juiz Sérgio Moro, titular das ações penais da Lava Jato em 1ª instância, ao tomar conhecimento da decisão, mesmo estando de recesso, disse que Favreto não tinha competência para liberar Lula e pediu a manifestação do relator da Lava Jato em 2ª instância, Gebran Neto.

Contrariando Favreto, o relator suspendeu a decisão que concedia a liberdade provisória do ex-presidente e determinou que a Polícia Federal do Paraná, onde Lula está preso, que não tomasse nenhuma providência para soltá-lo.

Segundo Maggi, durante evento da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), em Cuiabá, o momento de instabilidade nacional é real e pode ser identificado numa possível linha cronológica da história.

“Nós somos um governo que herdamos isso através de um impeachment e não temos na cabeça das pessoas a legalidade das urnas, e não temos mesmo. Nós só temos a legalidade da Constituição. Então o Brasil passa por um problema. Toda vez que se tem um impeachment as consequências são muito graves por muitos anos. Por isso a gente deve evitar ao máximo esse instrumento legal jurídico, funcional, mas estão aí as consequências de um impeachment que foi feito no meio do caminho”.

Conforme o ministro da agricultura, as seguidas decisões de domingo terminam por aumentar a tempestade institucional vivida. “Não só o judiciário sai fragilizado, mas as pessoas veem de forma estranha tudo isso. É ruim no geral”, finalizou o ex-governador.

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