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aparelho de escuta 08.08.2019 | 18h09

Bustamante não sabe se acordo com MPE foi concretizado

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O secretário de Segurança de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Alexandre Bustamante, afirma que não lembra se o termo de concessão firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foi efetivado.

 

O termo previa o empréstimo de equipamentos de escuta do MPE para a pasta da qual o secretário era adjunto em 2010 e foi o responsável por assinar o termo, à época, segundo informações do procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges. 

 

Leia também - MPE confirma cedência de aparelhos de escuta para Secretaria de Segurança Pública

 

Desde que o assunto veio à tona, no início da semana, após a divulgação de nota do MPE, Bustamante não se pronunciou sobre o fato. Abordado, na tarde desta quinta-feira (8), ele disse que não iria falar do assunto. Segundo ele, a cessão está sendo averiguada e, assim, que houver resultados, as informações serão divulgadas por meio de nota. 

 

“Há um termo de cooperação e estamos averiguando se ele foi executado ou não”, afirma. Bustamante declara que ainda não foi convocado a dar explicações às autoridades e que não sabe se os equipamentos foram usados e estão em uso ainda.
“Está tudo sendo averiguado, papelada, documentação. Vamos averiguar primeiro. Tudo que eu disser antes é falácia e leviandade, o que eu não faço”, alega.

 

O secretário ressalta que o termo foi assinado, por ele, há muito tempo e não lembra as condições do termo. “Faz 9 anos. Não lembro”.

 

O termo assinado por Bustamante, adjunto de Assuntos Estratégicos da Sejusp à época, e o então procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho foi encontrado durante investigação realizada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), por ordem do procurador-geral do MPE, José Antonio Borges. O acordo previa o empréstimo de duas placas e um Hard-lock da marca Witro à Sejusp por 6 meses, mas não há registro de devolução.

 

As apurações começaram após o policial militar cabo Gerson Correa afirmar que o coronel Zaqueu Barbosa entregou a ele uma placa usada em sistemas de escutas. Tal equipamento da marca Witron foi reconhecida por Gerson, que a usou enquanto trabalhava no Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

Gerson afirmou que entregou a placa nas mãos do procurador Paulo Prado e não sabia como ela tinha ido parar com Zaqueu.
O equipamento recebido pelo cabo foi usado no núcleo de inteligência montado por militares para interceptarem inimigos políticos do então candidato a governador Pedro Taques. O sistema teria sido criado por ordem do advogado e primo do ex-governador, Paulo Taques. O esquema de escutas clandestinas ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

 

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