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07.02.2018 | 10h25

CPI do paletó é marcada por confusão e pedido de afastamento do relator

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A 1ª sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Paletó) na Câmara Municipal de Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (7), foi marcada por confusão, bate-boca entre vereadores e pedido de afastamento do relator, Adevair Cabral (PSDB), que partiu do vereador Felipe Wellaton (PV). A acusação contra o tucano é de obstrução de Justiça por ter recebido um documento endereçado ao presidente da CPI, Marcelo Bussiki (PSB) e não ter informado aos demais membros da investigação. A oitiva que estava prevista não aconteceu porque a testemunha não compareceu.

João Vieira

Sessão da CPI do Paletó é marcada por confusão e não tem interrogatório

Na sessão, deveria ser interrogado Valdecir Cardoso de Almeida, ex-servidor do Estado na gestão Silval Barbosa e responsável por instalar equipamentos de câmera escondida que flagraram o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó quando ainda era deputado estadual. Porém, Almeida enviou ofício dizendo que não comparecia por motivos de viagem.

O interrogatório estava previsto para esta manhã, mas na noite anterior, um ofício enviado por Valdecir justificando que não poderia participar da sessão por motivos de viagem, foi encaminhado ao presidente da CPI, Marcelo Bussiki.

Diante da situação, o vereador Diego Guimarães (PP) propôs que Valdecir seja conduzido coercitivamente para ser ouvido pelos membros da CPI numa data ainda não definida.

Valdir foi notificado em 11 de janeiro para comparecer à CPI e no dia 29 de janeiro enviou um ofício dizendo que não poderia comparecer. No entanto, o presidente da investigação só ficou sabendo na noite desta terça-feira (6) que a testemunha não iria comparecer ao interrogatório.

As informações de bastidores apontam que o relator Adevair Cabral teria segurado o ofício por vários dias e somente na véspera da oitiva repassado o documento aos demais membros. Por este motivo, foi acusado por Wellaton de obstrução de Justiça por “atrapalhar” o andamento da CPI.

Sobre o pedido de condução coercitiva feito por Diego, a ideia é comprovar se Valdecir está realmente de férias e viajando de modo que não pudesse comparecer ao interrogatório.

“Ele não apresentou qualquer documento ou qualquer outro meio de prova idônea para justificar o seu não comparecimento”, disse Diego Guimarães ao pedir, além da condução coercitiva, que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso seja oficiada para dizer se Valdecir estão ou não de férias como alegou no ofício.

Adevair se defende e diz que CPI virou palanque

Otmar de Oliveira

Adevair Cabral

Depois de ser acusado de receber documento endereçado ao presidente e ainda não comunicar a Mesa Diretora, Adevair Cabral se defendeu e criticou outros colegas parlamentares. 

“A CPI conduzida por vossa excelência está virando palanque aqui dentro dessa casa e não aceito nenhum vereador querer subir nas costas de outro vereador aqui dentro desta Casa. Está claro no Regimento Interno, proposta não é discurso no plenário não e sim na sessão ordinária. Eu sou membro da CPI", disse o tucano na tribuna se referindo diretamente ao presidente da CPI, Marcelo Bussiki.

"Primeiramente não recebi nenhum documento, não assinei nenhum documento e nem estava na Casa de Leis. Minha assessora recebeu, a pessoa que entregou tem o protocolo e tentei falar com o presidente para poder entregar. Independente se seja coercitiva ou não o que for votado aqui será acatado, o que não aceito aqui é discursos nesta Casa de Leis, um querendo subir nas costas do outro, querer se promover, não podemos aceitar, estamos numa CPI”, alegou Cabral. (Colaboração de Janaiara Soares, repórter de A Gazeta)

Mais informações em instantes

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Comentários

Wilson - 07/02/2018

E esse vereador deu uma entrevista para o programa do Antero e foi por várias vezes questionado sobre a lisura da CPI, tendo ele como relator, e o mesmo garantiu que aceitaria intervenção externa sobre seu trabalho. Pelo visto começou muito mau né vereador. Nós só queremos saber a verdade sobre o Mané Pinheiro.,

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