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28.02.2018 | 09h39

CPI não decide afastamento de vereador e nem acareação entre delator e Zanata

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Atualizada às 11h19 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, que apura suposta quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), vota, na manhã desta quarta-feira (28), 11 requerimentos feitos pelos vereadores, partes do processo e outros interessados.

João Vieira

Membros da CPI do Paletó: Mário Nadaf, Marcelo Bussiki e Adevair Cabral

Dentre eles, está o pedido de retirada do relator Adevair Cabral (PSDB), formulado pelo vereador Felipe Welaton, que acusa o tucano de atrapalhar a investigação com pedidos protelatórios e também por receber ofício da testemunha Valdecir Cardoso, quebrando o protocolo e atrasando os trabalhos.

Também será votada a acareação entre o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio César Correa Araújo, e o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia Alan Zanatta.

Até o momento, foi aprovado pelos três membros da CPI o requerimento feito pelo advogado do prefeito, André Stumpf, para que sejam disponibilizadas cópias da ata, mídias de áudio e vídeo da sessão realizada no dia 7 de fevereiro, data em que a CPI foi instalada. Os membros da CPI são Marcelo Bussiki (presidente), Adevair Cabral ( relator) e Mário Nadaf (membro).

Também foi aprovada a disponibilização de cópia do depoimento integral de Silval Barbosa, prestado no último dia 23, para o deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), que foi citado, juntamente com sua esposa, a ex-deputada e prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB). Oscar afirma que vai processar o ex-governador por tê-lo acusado de cobrar propina em troca de blindagem na comissão que investigava as obras da Copa, em 2015, na Assembleia Legialativa de Mato Grosso (ALMT).

Otmar de Oliveira

Prefeito Emanuel Pinheiro é o alvo da investigação

Os parlamentares ainda aprovaram o compartilhamento de documentos da CPI do Paletó com os órgãos de controle interno municipal, estadual e federal, a exemplo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e com o Ministério Público Federal (MPF), ao final da apuração. O pedido partiu do vereador Diego Guimarães (PP), que explica que isso pode colaborar com as ações penais que tramitam contra as partes, como Silval Barbosa, Silvio Corrêa e o prefeito Emanuel Pinheiro, que é investigado na operação Malebolge.

Em relação ao pedido de afastamento de Adevair Cabral da relatoria, o parecer da Procuradoria Geral da Câmara foi contrário uma vez que ele não cometeu nenhuma infração prevista na lei, além de ter esclarecido o caso do ofício apresentado pela testemunha Valdecir Cardoso, que faltou na data de seu interrogatório por conta de um luto em família. Na ocasião, Adevair recebeu o ofício e deu encaminhamento para que o documento chegasse até o presidente Marcelo Bussiki. O parecer foi acolhido por Mário Nadaf e por Bussiki. Dessa forma, Cabral continua na CPI.

João Vieira

Adevair Cabral segue na relatoria da CPI

Pautas adiadas

Foi postergada para a sexta-feira (2) deliberação sobre as convocações do ex-deputado estadual José Riva, do deputado Adalto de Freitas (SD) e de diversos outros parlamentares que compunham a legislatura de 2011-2014, que foram citados no depoimento de Silval Barbosa, relacionados ao acordo de pagamento de propina, que também teria beneficiado Emanuel Pinheiro. No caso de Adalto de Freitas, Daltinho, ele foi citado como tendo participado de uma reunião de parlamentares que planejaram uma "extorsão" ao então governador. Silval afirma que essa reunião foi gravado pelo deputado.

Também ficou para a próxima sessão a votação sobre o pedido de acareação entre Sílvio Corrêa e Alan Zanatta.

O vereador Diego Guimarães criticou o fato das pautas serem deixadas para próxima sessão e pediu celeridade nos trabalhos da CPI, que tem prazo de 120 dias para ser conclusa. Ele ainda apresentou novo requerimento de quebra de sigilo do instituto Mark, relativo ao ano de 2013. Isso porque a defesa do prefeito Emanuel Pinheiro defende que o dinheiro recebido por ele de Sílvio Corrêa, o que foi gravado e anexado nas delações do ex-chefe de gabinete e do ex-governador, se tratava de pagamento de pesquisa eleitoral feita pela empresa do irmão dele, Marco Polo Pinheiro.

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