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04.04.2016 | 11h29

Cuiabanos se dividem

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O momento político do país tem uma semana decisiva. Por conta de toda a atual turbulência, a reportagem do Gazeta Digital foi às ruas para saber o que pensa a população. Você é a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma?, foi o questionamento feito e, apesar de a maioria dizer que não acompanha a fundo toda a situação, os cuiabanos surgem divididos.

“Eu não acompanho a política e nem quero acompanhar. É só problema. Mas eu acho que a Dilma deve sair, não sei como, mas tem que sair”, afirmou o jovem Lucas Gonçalves, 20 anos, chaveiro que mora no bairro Novo Horizonte. Indagado sobre o que acha de Michel Temer, vice-presidente da República assumir a presidência caso Dilma Rousseff saia, Lucas disse que “nunca ouviu falar” dele.

A promotora de vendas Rosalina de Almeida, 38, concorda que a presidente deve deixar o cargo “por causa dessa crise toda. Tem que entrar alguém novo. Não me sinto representada por ela”. Rosalina pensa que a Dilma deve renunciar. "Seria mais bonito pra ela".

Por outro lado, há quem pense que Dilma Rousseff não deve sair do comando do país. “Ruim com ela, pior sem ela. Igual o funcionário de uma empresa. Se ele está indo mal, a empresa vai fazer os cortes necessários no final do ano. Eu acho que devemos esperar as próximas eleições para mudar", disse Jorge Alves de Oliveira, 64 anos, operador de máquinas.

Edna Ferreira, 53 anos, desempregada, concorda. “Impeachment é pra derrubar, tirar ela da presidência, não é? Eu não concordo com isso. Eu acho que ela deve ficar porque ela fez muita coisa boa pro povo. Quem é que não faz coisa ruim? Acho que a implicância é porque ela é mulher”.

Apesar das respostas, nenhum entrevistado pela reportagem soube explicar que impeachment consiste em um “processo político-criminal instaurado por denúncia no Congresso para apurar responsabilidade”, como explica o dicionário Houaiss. Ou também o “ato pelo qual se destitui, mediante deliberação do legislativo, o ocupante de cargo governamental que pratica crime de responsabilidade”, conforme o dicionário Aurélio.

Em enquete postada no GD desde sexta-feira (1), que pergunta aos internautas se o rompimento do PMDB com o governo Dilma Rousseff reforça a crise política e aumenta as chances de impeachment, o placar aponta que 69% dos que responderam pensam que sim, contra 31% que optaram pelo não.

Hoje a presidente Dilma Rousseff apresenta a defesa na Comissão de Impeachment na Câmara dos Deputados. Às 17h o advogado-geral da União, o ministro José Eduardo Cardozo, entregará o documento de 100 páginas e terá 30 minutos para falar. A partir de amanhã (5), começa a contar o prazo de 5 sessões para a Comissão emitir o parecer, que vence no dia 11, próxima segunda-feira.

Esse ritmo acelerado também chega à Esplanada dos Ministérios, onde o governo passará os próximos dias realizando a “repactuação com a base aliada”, isto é "loteando" ministérios e cargos com partidos menores - PP, PSD, PR e PTB - em troca de votos.

Para pressionar aqueles que tomarão decisões importantes, movimentos em todo país vão às ruas nesta semana. Em Cuiabá, o movimento Vem Pra Rua MT se mobiliza na noite desta segunda-feira (04) para pedir o impeachment da presidente.

“O impeachment é legal porque a presidente não cumpriu com as ações orçamentárias, que são as pedaladas fiscais, o que gera crime de responsabilidade” explica Junior Macagnan, um dos líderes do movimento.

Ele ainda reforça que a própria OAB Nacional protocolou documento que evidencia outros crimes que a presidente pode ser acionada, lembrando que a entidade apoia o afastamento dela.

O representante da Frente Brasil Popular e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MT), João Luiz Dourado, discorda. “Da forma como está sendo imposto o impeachment nós somos contra. O que está sendo discutido, não foi comprovado, a presidente não cometeu nenhum crime. E o pior, esta medida está sendo pedida por criminosos, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O conteúdo é mais político do que jurídico”.

Placar nacional do impeachment

Deputados federais (513)
Favor - 266
Contra - 119
Indecisos - 128

Senadores (81)
Favor - 36
Contra - 26
Indecisos - 19

Placar em Mato Grosso

Deputados federais - 8
Favor - 05
Adilton Sachetti (PSB), Fábio Garcia (PSB), José Augusto Curso (PSD), Nilson Leitão (PSDB) e Victório Galli (PSC)
Indeciso - 01
Valtenir Pereira (PMDB)
Contra - 01
Saguas Moraes (PT)

Senadores - 3
Favor - 02
Blairo Maggi (PR) e José Medeiros (PPS)
Indeciso - nenhum
Contra - 01
Wellington Fagundes (PR) 

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