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21.02.2018 | 09h38

Ex-secretário Alan Zanata diz que gravou delator para se proteger

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó da Câmara Municipal de Cuiabá interroga, na manhã desta quarta-feira (21), o ex-secretário de Estado de Comércio, Minas e Energia Alan Zanatta. Ele foi o pivô de uma suposta tentativa de obstrução de justiça cometida pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ao gravar uma conversa com o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Sílvio César Corrêa Araújo.

João Vieira

Alan Zanatta

Na conversa, Zanatta fazia perguntas sobre o contexto de outra gravação, aquela em que Emanuel foi flagrado recebendo maços de dinheiro das mãos de Silvio, no Palácio Paiaguás, em 2012, época em que ainda era deputado estadual.

Leia também - Comparsa de Silval afirma que dinheiro recebido por Emanuel era propina - Veja vídeo

O áudio da conversa entre Zanatta e Sílvio foi encontrada pela Polícia Federal na casa do prefeito, durante a operação Malebolge, deflagrada em setembro do ano passado. O arquivo também foi usado pela defesa de Pinheiro para tentar anular a delação premiaa de Silval junto ao Ministério Público Federal (MPF).

 

             

Acompanhe os principais momentos da sessão da CPI do Paletó:

11h28 - A sessão da CPI recebe requerimentos e caminha para o fim.

11h25 - O vereador Abílio Diniz requere que o "Coxinha", elo entre Zanatta e Sílvio Corrêa seja intimado a prestar depoimento na CPI.

11h21 - O vereador Felipe Welaton pergunta porque Aan Zanatta entregou o áudio original da conversa com Sílvio para Emanuel, sendo que a gravação seria para ele se resguardar. Zanatta afirma que por conta da divergência do que havia sido falado sobre o prefeito.

11h13 - O vereador Dilemário Alencar faz requerimento à presidência da CPI que faça acareação entre Sílvio Corrêa e Alan Zanatta. 

11h09 - O vereador Gilberto Figueiredo pergunta de quem partiu a ideia do encontro na casa de Silvio, citando que o ex-chefe de gabinete citou que foi Zanatta que o procurou. Alan Zanatta afirma que foi Sílvio quem o chamou para ir lá. O ex-secretário ainda desafia a CPI a fazer uma acareação entre os dois, asseverando que está falando a verdade. Questionado se a conversa seria usada pelo prefeito em sua defesa, o depoente nega.

11h01 - O vereador Toninho de Souza (PSD) pergunta se ao dizer a Sílvio que estavam "sacaneando" com o prefeito Emanuel, Zanatta tentou induzir o ex-chefe de gabinete a defender Emanuel. o depoente nega que tenha feito essa tentativa. Toninho pergunta qual foi o feedback do prefeito ao receber a gravação de Alan, este afirma que não houve agradecimento, pois não teria o que agradecer.

10h59 - Zanatta afirma que o celular que entregou ao prefeito fi devolvido no dia seguinte e que o aparelho foi entregue ao se advogado. O vereador Abílio pergunta se o celular ainda contém a gravação origianl da conversa com Sílvio César e pede à comissão que requeira a gravação.

10h57 - Alan Zanatta confirma que participou como apoiador da camapnha de Emanuel Pinheiro por ambos serem do mesmo partido, mas nega ter exercido alcum cargo de organização da campanha.

10h55 - O vereador Dilemário Alencar (PROS) aponta contradições entre a transcrição do áudio entregue pela defesa de Emanuel Pinheiro a Justiça e a perícia feita pela Polícia Federal. Zanatta afirma que não realizou nenhuma alteração no áudio.

10h40 - O vereador Abílio Diniz (PSC) questiona a presença do advogado que acompanha Alan Zanatta e pede que ele se retire da mesa. Marceo Busski, após consultar o procurador-geral da Câmara, diz que o advogado pode ficar ao lado de seu cliente, porém, não pode interferir em suas respostas. O advogado afirma que não interferiu no depoimento e defende o direito de acompanhar Zanatta. Logo em seguida, o vereador Justino Malheiros (PV) também critica a pergunta de Bussi relacionada ao caso Caramuru, argumentando que não é objeto da CPI.

10h37 - O presidente da CPI questiona sobre o caso Caramuru, denunciado pelo então candidato a prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) em 2016, e o advogado de Emanuel Pinheiro, André Stumpf, faz intervém pedindo questão de ordem. Contesta porque o assunto não é objeto da CPI.

10h28 - Bussiki pergunta porque Alan Zanatta gastou tanto tempo falando sobre Emanuel Pinheiro icnlusive exaltando sua atuação política e o depoente afirma que falou de vários políticos. O vereador conta os minutos gastos somente para falar sobre Pinheiro, demonstrando que este foi o maior foco da conversa puxada pelo ex-secretário.

10h20 - Zanatta diz que quando entregou o áudio para Emanuel, deixou seu celular com ele para que fizesse cópia do áudio. Conta ainda que repassou o áudio apenas para o prefeito porque o que aparecia na mídia e o que Sílvio falou "não batia" e também porque era amigo de Emanuel. "Por ele ser prefeito, eu acho que a visibilidade sobre ele é muito maior do que sobre os deputados".

10h11 - Marcelo Bussiki pergunta se Zanatta já participou de alguma festa de confraternização da prefeitura na gestão de Emanuel, e ele diz que não. A pergunta é refeita algumas vezes e ele nega. Bussiki menciona uma confraternização de fim de ano realizada pela Prefeitura no final de 2017 em que vários vereadores estavam presentes e viram Zanatta lá. Somente diante disso, ele diz se recordar que esteve na festa a convite do senador Welington Fagundes (PR), que inclusive teria ido buscá-lo em sua casa. ele diz que também esteve com Fagundes em evento de inauguração de asfalto em Cuiabá. 

João Vieira

Vereadores Marcelo Bussiki e Adevair Cabral, respectivamente, presidente e relator da CPI

10h05 - Questionado por Bussiki sobre seu relacionamento com Emanuel Pinheiro, ele afirma que é amigo, assim como é amigo de Sílvio Corrêa, que já foi várias vezes na casa do prefeito e que o último encontro com Pinheiro foi este ano, pois agora está morando em Cuiabá novamente.

10h02 - Novamente Zanatta nega ter gravado a conversa com o intuito de obstruir a justiça e relata que antes disso já havia gravado várias pessoas políticas apenas para se resguardar, contradizendo o que disse antes, quando disse que a qualidade do vídeo era ruim porque não tinha experiência em fazer gravações.

9h59 - Questionado se sabe de alguma conduta ilícita de Emanuel, Zanatta nega e diz que sabe apenas o que é noticiado na imprensa. ele diz que nunca soube de envolvimento do político em esquema de propina.

9h57 - O presidente da comissão de ética da Câmara Municipal, vereador Mário Nadaf (PV) tem a palavra e pergunta sobre a atuação política de Zanatta, que relata que começou a atuar na política após seu trabaho no setor atacadista, em Várzea Grande, e conta que conehceu Emanuel Pinheiro nessa época.

9h56 - Questionado se acha que Sílvio mentiu em algum momento, Alan Zanatta diz que não teve esse entendimento. Perguntado se tentou induzir Sílvio a falar algo que beneficiasse Emanuel Pinheiro, o ex-secretário nega.

Zanatta relata que recebeu pedido de ajuda financeira de Sílvio e que ajudou com R$ 6 mil cerca de 3 dias depois da conversa. Segundo ele, o dinheiro foi entregue pelo “Coxinha” ao Sílvio Corrêa, sendo que Coxinha ficou com cerca de R$ 400.

Ele nega que tinha interesse em prejudicar Sílvio Corrêa em seu processo de colaboração com o MPF. “Se fosse pra prejudicar, eu jamais iria lá na casa dele”.

9h50 - Alan Zanatta diz que a gravação não tem boa qualidade porque gravou no próprio celular e também porque não tem experiência em fazer gravação.

9h46 - O ex-secretário afirma que a conversa com Sílvio foi "muito tranquila" e que em determinado momento, após falar de vários políticos, Sílvio tocou no nome de Emanuel Pinheiro. Segundo ele, passou a gravação intacta para o prefeito Emanuel Pinheiro após perceber que o que era divulgado sobre o prefeito "não batia" com o que havia conversado com o ex-chefe de gabinete.

                     

No dia seguinte após a conversa com Sílvio, Zanatta conta que ligou para Emanuel e falou sobre o aúdio, relatando que o prefeito e seu irmão, o empresário Popó Pinheiro, foram citados e ofereceu o áudio, que foi entregue no dia seguinte, na casa de Emanuel. No dia seguinte ao encontro com Pinheiro, ele foi embora para Goiânia, onde morava.

9h44 - Zanatta conta que quem lhe buscou na casa de sua mãe e o levou até a casa de Sílvio foi uma pessoa de apelido "Coxinha".

9h41 - O relator da CPI, vereador Adevair Cabral (PSDB) começa a fazer o interrgatório de Alan Zanatta, que confirma ter gravado a conversa com Sílvio Corrêa por motivos de segurança, para se resguardar porque não sabia o que seria debatido. "Eu não sabia o que ele queria comigo. Me deu esse estao, eu nao sei o que ele quer, então vou me resguardar". Ele confirma que queria conversar com Sílvio desde que este estava preso.

9h39 - O vereador Marcelo Bussiki (PSB), presidente da CPI, dá início à sessão. 

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