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a favor do armamento 08.01.2019 | 15h12

Jair Bolsonaro compartilha vídeo de padre cuiabano

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Reprodução/Facebook

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), compartilhou em seu perfil no Twitter, na segunda-feira (7), uma publicação do padre Paulo Ricardo, que atua na Catedral Metropolitana de Cuiabá, que defende o armamento da população. O post original foi feito no último dia 6, no perfil do padre no Twitter, que tem 171 mil seguidores. No Facebook, são mais de 1,5 milhão.

 

Na postagem, o padre divulga um vídeo que gravou em 2011, intitulado “Igreja Católica e o desarmamento”, onde começa lembrando o referendo ocorrido em 2005, em que o direito das pessoas possuírem armas saiu vitorioso, porém, não foi colocado em prática. O padre destaca que o tema voltou à tona, após chacina em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011.

                                   

 

Segundo o padre, o caso de Realengo foi utilizado por grupos contra o desarmamento para promover um novo referendo e tentando “emplacar” a ideia de que a religião “é coisa perigosa” pelo fato de ter sido descoberto no autor da chacina um perfil de fanatismo religioso. “Estão se aproveitando, no trem da alegria, para tentar emplacar um plebiscito sobre o desarmamento porque eles perderam aquele primeiro”, afirma o padre Paulo Ricardo, no vídeo.

 

Ele classifica o argumento do desarmamento como “falácia” porque o autor da chacina possuía armas ilegais e estas já possuem destino certo no ordenamento jurídico atual. A maioria delas está nas mãos dos bandidos e devem ser apreendidas pela Polícia, defende o padre.

Reprodução/Twitter

bolsonaro twit

 

 

Reprodução/Twitter

twitter padre

 

 

O que a igreja diz sobre o desarmamento?

 

Este é um questionamento que o padre Paulo Ricardo busca responder em seu vídeo, compartilhado pelo presidente da República. Ele afirma que o catecismo prega contra a produção, comércio e acúmulo de armas, porém, na esfera das relações entre os países.

Segundo ele, a Igreja não é a favor do desarmamento apenas de um lado das pessoas, mas sim de todas as partes. “Se existe um lado mais armado do que o outro, estamos diante de uma guerra fria. É contra isso que a igreja gostaria de falar. Mas outra coisa é o desarmamento do cidadão”, pondera.

 

Em relação ao respeito à vida e ao mandamento bíblico “não matarás”, o padre Paulo Ricardo afirma que a Igreja é contra a violência, contra o homicídio e contra a injustiça. Ele cita uma frase dita pelo papa Paulo VI, durante uma conferência para bispos da América Latina, de que “o cristão é pacífico, mas não é pacifista”. “Pacífico porque busca a paz, mas não pacifista porque são capazes de lutar”, complementa.

Em relação a este argumento, padre Paulo Ricardo ressalta o exemplo da legítima defesa como um direito e, muitas vezes, como um dever do cidadão. “Imagine você: um assaltante que entra na sua casa, violenta a sua filha, agride a sua esposa, dilapida os seus bens. O que você fará? ‘Eu sou pela paz’. Você vai ter coragem de olhar na cara da sua filha e da sua esposa e dizer: ‘Eu não fiz nada porque eu sou pacifista, porque eu sou da paz?’ Meu irmão, é simplesmente louca essa forma de raciocinar!”, assevera.

 

O vigário sustenta ainda que quando feita para defender um inocente sem condições de se autodefender, a legítima defesa é uma “caridade imensa” e não pode ser considerada como homicídio. Isso porque esse crime ocorre quando a vida de um inocente é retirada, não a de um agressor. “Legítima defesa não é a intenção de matar, mas de defender”, explica.

O religioso argumenta ainda que, diante de tais situações, a legítima defesa é “cristã” e “moral”. Mas ele também pondera que deve existir proporção. Como exemplo ele cita uma tentativa de um menor em roubar a carteira de um cidadão. Neste caso, segundo o padre, a vida do jovem infrator vale mais do que uma carteira. “Você só pode arriscar tirar a vida de outra pessoa se você está sendo agredido de tal forma, que sua vida está em risco e a de pessoas que você queira defender”.

 

Padre Paulo Ricardo

Reprodução

bolsonaro e padre paulo ricardo

 

O compartilhamento da publicação do religioso pelo presidente da República, que se elegeu com forte discurso de armar a população, ganhou repercussão nacional. O site Congresso em Foco publicou o caso, destacando que Paulo Ricardo foi apoiador de Bolsonaro, durante as eleições.

A publicação apresenta o padre como conhecido por seus discursos contra a esquerda e o Partido dos Trabalhadores (PT). Por conta do posicionamento político, Paulo Ricardo teria ficado famoso também como o “Malafaia dos católicos”, em referência ao pastor líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, outro aliado do presidente.

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