Deputados vão decidir 23.10.2018 | 19h09
Gazeta Digital
Líder da oposição na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) apresentou em sessão plenária desta terça-feira (23) o pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB), em razão das denúncias contra o tucano presentes na delação premiada do empresário Alan Malouf.
A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril deste ano e tornada pública na última semana. Na delação, o empresário narrou diversas situações envolvendo supostos crimes de caixa 2, esquemas e pagamento de propina durante a gestão do tucano.
Para a deputada, o afastamento é medida necessária para garantir que Pedro Taques não use do governo para tentar ocultar possíveis provas, já que a grande maioria dos crimes narrados teria ocorrido durante a campanha eleitoral de Taques, em 2014, e teve continuidade no governo, com o apoio de vários agentes públicos.
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No pedido, a deputada elencou 10 principais motivos para o afastamento do governador, como a suposta existência de caixa 3 durante a campanha eleitoral, extorsão, envolvimento em esquemas, fraude em contrato e pagamento de complementação salarial a secretários de Estado.
“O recebimento da denúncia e o consequente afastamento do governador, mesmo que faltando 2 meses para o término do mandato, é medida que se revela inadiável para fins de preservação das instituições, impedir a ocultação de crimes, que o governador use do governo do Estado para ocultar os crimes que cometeu e de acautelar o erário contra as investidas ao atual governo”, disse.
Janaina lembrou ainda que Taques foi eleito com um discurso de moralidade e combate à corrupção. Por essa razão, reforçou que a medida busca dar uma resposta à sociedade, “que assiste perplexa ao espetáculo de horrores e incompetência protagonizados pelo governador Pedro Taques”, disse.
No pedido, a deputada ainda requereu que o julgamento de Taques pelos crimes de responsabilidade ocorra em sessão específica conduzida por um tribunal que deverá ser composto por 5 membros da Assembleia Legislativa, 5 desembargadores, além do presidente do Tribunal de Justiça. Os membros da AL e os desembargadores seriam escolhidos mediante eleição e sorteio, respectivamente.
O documento foi entregue à Mesa Diretora. Agora caberá aos deputados votarem a favor ou não para o seguimento da denúncia ou seu arquivamento. “Queremos que seja o governador imediatamente suspenso das funções, uma vez que o crime continua a ocorrer no Governo do Estado”, reforçou.
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