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21.11.2017 | 18h04

Membros da CPI do Paletó se reúnem para definir agenda de trabalho

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), vereador Marcelo Bussiki (PSB) marcou para esta quarta-feira (22), a 1ª reunião dos membros e a presidência da Câmara Muncicipal de Cuiabá, para deliberarem sobre a estrutura e agenda de trabalho da comissão.

Marcus Vaillant

Marcelo Bussiki e colegas parlamentares que assinaram o requerimento da CPI do Paletó

A investigação foi proposta por Bussiki para investigar a conduta do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) que foi filmado na época que era deputado estadual recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó.

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirma em delação premiada que o dinheiro era propina paga por ele como mensalinho em troca de apoio político na Assembleia Legislativa.

O grupo oposicionista que assinou previamente o pedido de investigação ainda avalia se entra na Justiça para conseguir mudar a composição da CPI que tem como relator e membro, 2 vereadores da base do prefeito, Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV).

De acordo com Bussiki, a reunião será o pontapé inicial para que a CPI possa se estruturar. Será deliberado sobre quantos servidores serão necessários para dar andamento aos trabalhos, bem como quais requerimentos de informações serão formalizados, as pessoas a serem ouvidas, as reuniões internas, entre outras deliberações. “Vamos discutir sobre as condições mínimas de trabalho que a CPI vai precisar desta Casa de Leis, para que possamos desenvolver nosso trabalho”, disse.

Reprodução

Prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó

A CPI terá 120 dias para ser concluída, podendo ser prorrogada mediante a solicitação da comissão. O relatório final deverá ser colocado para aprovação do plenário. Os membros da comissão devem investigar possível quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro.

Outro ponto que será investigado é a suposta prática de obstrução de justiça, por parte do prefeito, na divulgação do áudio de uma conversa entre o ex-secretário de Estado Alan Zanata e o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa.

No áudio, Zanata especula sobre o vídeo em que Emanuel Pinheiro aparece recebendo dinheiro das mãos de Sílvio Correa, em uma aparente tentativa de modificar o contexto em que as imagens foram gravadas. O áudio teria sido encontrado pela Polícia Federal, durante a Operação Malebolge, na casa do peemedebista.

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