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24.07.2017 | 10h21

Paulo Prado diz que não volta para presidência do MP

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O procurador de Justiça Paulo Prado, que exerceu a presidência do Ministério Público Estadual durante 8 anos, disse, em tom de indignação, que nunca mais vai voltar ao cargo.

Otmar de Oliveira

Procurador Paulo Prado

A declaração foi feita durante uma sessão do Colégio de Procuradores ocorrida no início do mês, quando foi julgado um procedimento em que o analista de sistemas Douglas Renato Ferreira Graciani pedia investigação contra Prado, acusando-o de ter concedido licença-prêmio irregularmente a um servidor.

O processo acabou sendo arquivado, mas, Paulo Prado aproveitou o momento para desabafar a respeito do caso. “Esse senhor que saiu aqui, eu convidei para ser gerente, para trabalhar comigo. Ele foi exonerado da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Eu entendi que o desempenho dele era tão bom aqui, que nós homologamos o estágio probatório.
Então por essas e outras que eu não quero nunca mais sentar nessa cadeira doutor Mauro. É por essas e outras que eu vou deixar aqui público. Os senhores nunca mais me verão sentados nessa cadeira”, disse.

Ouça o áudio:

O ex-presidente do Ministério Público Estadual ainda lamentou o fato de ter perdido 12 anos de convivência com a família para se dedicar ao trabalho e, em troca, receber acusações. “Você dá 12 anos da sua vida, você deixa de almoçar 12 anos com seus filhos e com sua esposa. Eu fui acusado até de almoçar aqui embaixo e estar usando recurso de servidor que é amigo de todo mundo aqui para me alimentar”.

Apesar de apontar os maus momentos que viveu como presidente do MPE, Prado desejou que o atual representante do órgão, Mauro Curvo, tenha outra sorte e se colocou à disposição para ajudar. “Eu rogo a Deus que o senhor tenha bons anos aí nessa cadeira. E pode contar sempre comigo, porque eu sei o que significa ser ordenador de despesas”, disse a Curvo.

Esta não é a 1ª vez que o servidor Douglas Ferreira faz representações contra o ex-chefe do MP. Ele já havia protocolado a mesma denúncia no Tribunal de Justiça, mas o caso foi arquivado pelo desembargador Rui Ramos.

Tratava-se de da concessão de licença-prêmio relativo ao período em que um servidor trabalhava no extinto Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat). No entanto, a Justiça entendeu que, por conta da controvérsia que existia em volta do assunto, não houve má-fé por parte do procurador.

Leia também - TJ mantém arquivamento de investigação contra Paulo Prado

Após o conflito na Justiça, Douglas passou a ser processado por calúnia. Antes disso, no ano passado, ele também foi depoente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público, apontando vários indícios de irregularidades na gestão de pessoas, ou seja, na concessão de benefícios a promotores, procuradores e servidores.

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