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pasta problemática 21.01.2019 | 17h02

Presidente assume Detran marcado por operações e intervenção

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João Vieira/Mayke Toscano

João Vieira/Mayke Toscano

Novo responsável por comandar uma autarquia com 1.101 servidores, sendo 923 efetivos, o engenheiro civil Gustavo Reis Lobo de Vasconcelos, anunciado nesta segunda-feira (21) como o presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), terá pela frente o trabalho de virar a página de uma gestão marcada por operações policiais e intervenção por conta de histórico de corrupção, além de greves e falhas na prestação do serviço. 

 

Durante o governo de Pedro Taques (PSDB), a autarquia passou pelas gestões de ao menos quatro presidentes (Rogers Jarbas, Arnon Osny, Thiago França e José Eudes Malhado), além da intervenção que ficou a cargo de Augusto Sérgio de Sousa Cordeiro, em meados de 2018, reflexo da operação Bereré/Bônus, que investigou um esquema de cobrança de propina em troca do contrato do serviço de gravame. 

 

O escândalo, trazido à tona pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), após delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, apontou que o esquema criminoso envolvia deputados estaduais e vinha ocorrendo desde o governo Blairo Maggi (PP), de 2009, passando pelos governos até chegar em 2016, com a propina sendo paga supostamente ao ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. 

 

Mais recentemente, no final de 2018, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) revelou outro sistema de cobrança de propina, por meio da operação Mão Dupla. Neste caso, o crime consistia na cobrança de vantagem indevida de donos e funcionários de auto escolas e aplicadores de provas para com candidatos à retirada da carteira nacional de habilitação (CNH). Conforme as investigações, havia quem pagasse até R$ 4 mil para obter o documento sem precisar fazer a prova e até assistir às aulas. 

 

Além da questão política, a autarquia também é palco recorrente de greves de seus servidores. Durante a última gestão, não houve um ano em que não houvesse paralisação das atividades. Em 2017, por exemplo, a greve que durou mais de duas semanas gerou o acúmulo de mais de 10 mil processos em auto escolas e despachantes. 

 

Quando não são causados pelo fator humano, os transtornos aos usuários do Detran são gerados por falhas técnicas, como a que deixou o sistema da autarquia fora do ar por 4 dias, impedindo a emissão de notas fiscais e pagamentos, além da realização de provas.

 

Nova perspectiva

 

Com 39 anos de experiência no setor elétrico, mesmo ramo empresarial do governador Mauro Mendes (DEM), Gustavo Vasconcelos tem passagens no setor privado e público. Neste caso, o destaque se dá pelo cargo de superintendente da Eletronorte, onde atuou entre 1986 até o ano passado. Entre 2006 e 2016, coordenou projetos como o Luz Para Todos e Luz no Campo, do Ministério de Minas e Energia. 

 

Natural de Belo Horizonte (MG), o novo presidente do Detran veio para Mato Grosso para trabalhar na Eletronorte, há 32 anos. Nesse período, obteve os títulos de cidadão mato-grossense, nova mutuense, sorrisense e sinopense. De caráter técnico, Gustavo Vasconcelos não possui filiação partidária. 

 

Segundo ele, seus próximos dias a frente do Detran serão para tomar pé da situação administrativa e financeira da pasta, antes de definir o planejamento estratégico. Em meio ao cenário de calamidade financeira do Estado, em que o orçamento da autarquia é reduzido de R$ 201 milhões em 2018 para R$ 162 milhões neste ano, o foco do gestor será o combate à inadimplência, a redução do tempo de espera nos processos e a implantação de mecanismos que facilitem o acesso do usuário aos serviços. 

 

“Hoje existe uma grande dificuldade do usuário em conseguir resolver suas pendências no Detran. Temos que informatizar ao máximo e arrecadar mais, mas não cobrando mais caro, e sim cobrando de forma eficaz. Muitos desistem de procurar os serviços pela burocracia existente. Temos que dar agilidade ao usuário", afirmou.

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