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Altos custos 16.04.2019 | 09h14

Questão do VLT não tem solução simples, afirma Mendes

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Thalyta Amaral e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

chico ferreira

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Com a volta das cobranças sobre um posicionamento do novo governo sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o governador Mauro Mendes (DEM) retomou o discurso de que pediu um ano para analisar o assunto, pois “não é uma solução simples”.

 

Em entrevista nesta segunda-feira (15) ao Jornal do Meio Dia, Mendes não deixou de lado o discurso de crise e que outras pautas são prioridades do governo do Estado, como já vem fazendo desde que assumiu o cargo de governador.

 

“Nós pedimos durante o período eleitoral um prazo até um ano para estudarmos com profundidade este assunto. Não é uma solução simples. Mato Grosso precisa de quase R$ 1 bilhão para terminar essa obra”, explica o governador.

 

Mendes relembrou os processos que tramitam sobre o cancelamento do contrato com a empresa e disse que pelas discussões realizadas com o jurídico do governo pode haver a troca do modal de transporte público. “Já estamos fazendo reunião e nesse sentindo nós iremos apresentar uma solução para este problema e uma dessas alternativas é converter para um outro modal, outra solução que possa ser mais barata, menos custosa”.

 

Leia também - Mauro diz que ineficiência do Estado justifica terceirização

 

O custo da passagem seria mais um dos pontos negativos do VLT, além do valor necessário para a finalização da obra. Segundo o governador, estudos preliminares mostraram que para “manter a tarifa atual de ônibus hoje em Cuiabá, no VLT, uma única tarifa, além do cidadão pagar R$ 3, 85, o Estado teria desembolsar em torno de R$ 70 milhões por ano como subsidio para este transporte coletivo”.

 

Mendes enfatizou que na atual situação financeira do Estado não há condições de fornecer esse subsídio. “Hoje o governo do Estado não tem dinheiro para pagar os fornecedores de remédio. Não tem dinheiro para fazer manutenção nas escolas. Não tem dinheiro para uma série de outras coisas aí importantes. Como vou inventar que tem dinheiro para uma despesa nova para fazer um subsidio para um transporte coletivo da cidade de Cuiabá?”

 

Outras cidades que teriam tentado fazer esse subsídio não estão conseguindo arcar com os custos. “Nós temos visto que lá no Rio de Janeiro, o VLT está correndo o risco de fechar porque a Prefeitura não está aguentando o subsídio e porque está faltando passageiro no VLT do Rio de Janeiro. Imagine aqui em Cuiabá?”, comentou o governador.

 

Entre as prioridades que Mendes elenca no setor de infraestrutura de transportes estão as obras paralisadas. “Nós temos hoje quase 500 obras paralisadas em todo Estado de Mato Grosso, por falta de pagamento. Temos obras de rodovias e nós teremos que adotar algumas prioridades e no momento certo”.

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