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Votação até maio 10.02.2019 | 14h16

Reforma da Previdência divide deputados federais de MT

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Wilson Dias/ABr

Wilson Dias/ABr

Ela ainda nem chegou, mas já está causando comoção e divergências no Congresso Nacional. A nova reforma da Previdência, que deve ser apresentada pelo governo Federal ainda este mês tem previsão de votação na Câmara dos Deputados até maio deste ano. Entre os deputados federais de Mato Grosso ainda não há um consenso e existem pontos em que os parlamentares ainda querem colocar em discussão antes da votação.

 

A necessidade de uma reforma da Previdência já foi enfatizada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), mas o projeto não foi votado pelos parlamentares. Jair Bolsonaro (PSL) voltou a falar no déficit de R$ 290 bilhões que a Previdência teve em 2018 e do outro lado da balança, as centrais sindicais afirmam que o país perde mais de R$ 500 bilhões por ano só com a sonegação fiscal.

 

Leia também - Previdência e Lei Anticrime podem ser discutidas em paralelo, diz Moro

 

No meio dessa briga estão os parlamentares, que os eleitores esperam por um posicionamento, mas que ainda aguardam mais detalhes sobre o projeto. A nova proposta, seguindo o vice-presidente General Hamilton Mourão inclui não apenas a reforma do atual sistema, mas a implantação de um novo sistema de capitalização e o projeto deve demorar cerca de 4 meses para ser aprovado no Congresso.

 

Novato na Câmara dos Deputados, Nelson Ned Previdente, o Nelson Barbudo (PSL) afirma que a reforma é necessária. “Vai ter que ser feita a reforma da Previdência, isso nós já sabemos, porque sem ela o Brasil vai quebrar, como a Grécia. A reforma vem sendo empurrada com a barriga e ninguém teve coragem de votar, porque tem impactos em vários setores da sociedade. Esse projeto ainda não foi apresentado pelo governo, mas quando chegar vamos fazer todas as análises para tomar posição e, talvez, propor emendas”.

 

Ex-senador e agora deputado federal, José Medeiros (PODE) é mais cauteloso e diz que ainda é cedo para opinar e que a questão precisa ser muito bem discutida. “O que se tem até agora, é que todos os técnicos que falam sobre o tema dizem que se não for feita uma reforma, daqui a uns dias os aposentados não recebem mais, a união não vai ter dinheiro para pagar. Nós precisamos discutir temas. Vai continuar do mesmo modelo, a Previdência com a assistência social? Qual é o verdadeiro rombo? Qual o período de transição? São muitas dúvidas que precisam ser dirimidas para que a gente avance nesse tema”.

 

Novato não só na Câmara dos Deputados, como na vida pública, Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), usou a tribuna na última quinta-feira (07) para falar sobre o tema. “Precisamos, em conjunto com a sociedade, de forma clara e propositiva, discutir a reforma da Previdência, que hoje consome 48% da receita líquida do governo Federal. Por isso conclamo a todos para aquilo que eu acredito ser a palavra chave para o momento político em que vivemos: unidade”.

 

Ex-deputado estadual e agora no parlamento federal, Leonardo Albuquerque, o Dr. Leonardo (SD), declara que irá lutar pelos trabalhadores. “Sabemos que a reforma é necessária para o Brasil avançar, mas não sacrificando e tirando os direitos do trabalhador. Vamos discutir junto com o Executivo e apresentar uma proposta que seja justa a todo cidadão brasileiro, que precisa sim ter o direito de se aposentar justa e dignamente. Não vamos abrir mão da discussão da previdência social. Esse é um compromisso com o cidadão brasileiro do deputado Dr. Leonardo e do Solidariedade aqui no Congresso”.

 

Professora e ex-secretária estadual de Educação, Rosa Neide (PT) apenas afirmou que o partido está estudando a reforma para propor alterações. “Juntamente com o PT estamos estudando a proposta e vamos apresentar emendas que reparem os prejuízos que estão apresentados no texto original : tempo igual para homens e mulheres, por exemplo”.

 

Veterano na política mato-grossense, o deputado federal reeleito Carlos Bezerra (MDB) informou que como a proposta ainda não foi apresentada, não pode se posicionar. Os deputados federais Neri Gueller (PP) e Juarez Costa (MDB) foram procurados pela nossa equipe de reportagem, mas não responderam ou atenderam às ligações.

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Comentários

F - 16/02/2019

O PRESIDENTE ESTÁ PREOCUPADO COM OS BANQUEIROS,NÃO COM A CLASSE TRABALHADORA.

FELICIDADE ALMEIDA QUEIROZ - 11/02/2019

O nobre deputado presidente da Câmara Rodrigo Maia disse que o brasileiro pode trabalhar até 80 anos. só sei que estas reformas só prejudica os menos favorecidos, arruma depois elege um político que só quer se dar bem deixa tudo na quebradeira novamente.

Volnei Batista da Silveira Fortes - 10/02/2019

Votei e fiz campanha para Jair Bolsonaro, mas se soubesse que essa reforma nefasta seria carro chefe de seu governo, jamai teria o meu voto. Onde que um trabalhador consegue trabalhar até os 65 anos? Um gari correndo atrás de caminhão até os 65 anos, um policial subindo morro com 65 anos, um trabalhador da construção civil, mineradora com 65 anos? Um agente penitenciário controlando presos com 65 anos? Um trabalhador rural lidando no campo com 65 anos? Qual a expectativa de vida do povo nordestino? Por que Jair Bolsonaro e Onix vktaram contra a reforma de Temer e agora apresentam uma pior? Dêem a todos os brasileiros o salário de um Ministro, Senador, deputado federal ou governador e mais regalias e sala com ar condicionado e um monte de acessores e trabalharemos enquanto estivermos vivos. Não passam de um bando de hipócritas.

Aldo - 10/02/2019

Então. Muito se fala em déficit da previdência, que tem poucos contribuintes para pagar os salários dos aposentados. Uma coisa que a gente não ouve falar é sobre onde foi parar o dinheiro depositado nos fundos de previdência de todo o Brasil. Sou aposentado e tive por mais de trinta anos descontos no meu holerite para pagar minha aposentadoria, e agora vem com essa conversa que tem poucos contribuintes pagando a previdência. O que realmente aconteceu no Brasil é que ninguém quer dizer o que fizeram com nosso dinheiro. Gostaria muito de ver alguma manifestação neste sentido. Sabemos que o Brasil é um dos países que mais cobra impostos no mundo e um dos que menos faz para seu povo. Político no Brasil só sabe criar crises e mandar a conta para o povo pagar.

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