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03.12.2017 | 09h10

Reuniões da CPI serão parcialmente fechadas à população

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Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó definiram na última semana que as oitivas da investigação devem acontecer em sessões secretas. Os vereadores de oposição na Câmara de Cuiabá se manifestaram contra o entendimento de proibir a população e imprensa de acompanhar as audiências.

João Vieira

Reuniões da CPI do Paletó serão parcialmente fechadas à população 

“Qualquer decisão que venha restringir a publicidade e até a transparência dos atos públicos tem que ser fundamentada. Não dá para deliberar sigilo só por conveniência, tem que ser fundamentado. Tem que ter o controle social e acompanhamento da imprensa”, disse o vereador Diego Guimarães (PP), que não descarta a possibilidade de entrar na justiça para reverter a decisão.

Na primeira reunião dos membros também ficou definido que as sessões administrativas ocorreram todas às quartas-feiras, sendo restritas aos membros da CPI para definição de estratégias e delibera- ções de pautas. As reuniões ordiná- rias serão abertas, com presença de vereadores e público em geral às sextas-feiras. Porém, as oitivas serão somente para vereadores e servidores que estarão trabalhando. Além disso, ficou vedada a gravação de vídeo nas sessões.

O grupo de nove vereadores que assinaram previamente o pedido de investigação ainda avalia se entra na Justiça para conseguir mudar a composição da CPI, que tem como relator e membro, 2 parlamentares da base do prefeito: Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV). A investigação foi proposta por Marcelo Bussiki (PSB) e visa investigar a conduta do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), filmado na época que era deputado estadual recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó. O ex-governador Silval Barbosa afirmou em delação premiada que o dinheiro era propina paga por ele em troca de apoio político na Assembleia Legislativa.

O vereador Toninho de Souza (PSD) disse ser contra as oitivas fechadas. “É a primeira vez que uma investigação será feita fechada dentro da Câmara. Os vereadores da base do prefeito estão mostrando para que vieram. O que nós queremos é o esclarecimento e, de portas fechadas, se transmite uma imagem negativa, porque o que a população quer saber, tanto do Silval quanto do Silvio César Correa Araújo [ex-chefe de gabinete do ex-governador], é porque o Emanuel estava recebendo aquele dinheiro”, defendeu.
 

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Comentários

Eurides - 04/12/2017

Será que mas um Nadaf entra para a história de Mato Grosso e Cuiabá.

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