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Estado crítico 18.08.2019 | 17h05

Santa Casa de Rondonópolis tem R$ 24 milhões em dívidas

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A Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis (212 m ao Sul de Cuiabá) possui mais de R$ 24 milhões em dívidas e corre o risco de fechar as portas, assim como aconteceu com a Santa Casa de Cuiabá. Referência em ginecologia, o hospital realiza quase 100% dos partos do Sistema Único de Saúde (SUS) no município e ainda atende pacientes de outras 19 cidades da região Sul do estado.

 

Em julho o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, aproveitou a passagem por Mato Grosso para visitar a Santa Casa de Rondonópolis e recebeu as demandas sobre o hospital. Sem nenhuma resposta, a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores convocou uma audiência pública para debater a crise e evitar que a unidade feche as portas.

 

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Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Fábio Cardozo (PDT) afirma que o governo do Estado precisa tomar providências sobre o caso. “A Santa Casa não está conseguindo ser superavitária e vem acumulando dívidas, principalmente por causa de acordo feitos com o governo anterior que não foram cumpridos. Se nada for feito, o caminho vai ser o mesmo da Santa Casa de Cuiabá”.

 

A audiência pública está marcada para 30 de agosto, às 19 horas. No entanto, a preocupação é que sem uma ação rápida do estado, o município perca os mais de 100 leitos disponíveis atualmente. “Se nós não encontrarmos uma saída, o prejuízo vai ser muito grande”.

 

Além de ginecologia e obstetrícia, a Santa Casa realiza atendimentos nas áreas de cardiologia, oncologia e possui unidades de tratamento intensivo (UTI) adultas e pediátricas. Segundo o vereador, alguns médicos estão sem receber desde janeiro e existe uma dívida de R$ 1 milhão apenas com a cardiologia.

 

“O ônus não pode ser da Prefeitura sozinha. Nesse sentido propusemos uma audiência pública para tentar achar um caminho. Seria menos traumático se houvesse uma intervenção antes que acontecesse algo pior”, enfatiza o vereador.

 

Outro lado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que “estabelece contrato direto com o Hospital Santa Casa de Rondonópolis”, mas sim por meio de repasses feitos à prefeitura, que tem gestão plena da saúde no município.

 

Em nota, a SES enfatizou que “não detém poder legal para custear as dívidas de uma entidade privada, devendo permanecer com o aporte de recursos via cofinanciamento estadual”. E que na “primeira quinzena de agosto, a gestão estadual transferiu R$ 331.591,41 para Rondonópolis, valor que deve ser repassado integralmente ao Hospital Santa Casa do município”.

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