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07.06.2018 | 09h55

Selma Arruda pode disputar Senado em 'chapa branca', diz Galli

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A juíza aposentada e pré-candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) pode disputar em uma chapa avulsa nas eleições deste ano, ou seja, sem estar coligada com um candidato ao governo do Estado, diante da possibilidade de Dilceu Rossato (PSL) desistir para apoiar o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT). A informação foi confirmada pelo presidente do PSL em Mato Grosso, deputado federal Victório Galli.

Chico Ferreira

Selma Arruda

Em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quinta-feira (7), o político explicou que como a eleição para Senado não depende de quociente eleitoral, ou seja, o candidato pode ganhar tanto pelo número de votos obtidos individualmente, quanto pela chapa, não há dificuldade na candidatura de Selma que, segundo ele, aparece em segundo lugar nas pesquisas internas, atrás somente do ex-senador e ex-governador Jayme Campos (DEM).

Leia também - Dilceu Rossato avalia recuo de pré-candidatura e PSL já pensa em Plano B

“Não atrapalharia em nada porque inclusive nas pesquisas internas, a doutora Selma só está atrás do Jayme Campos, então, o PSL nesse sentido não vai ter prejuízo em nada. O PSL em Mato Grosso é o único partido que tem candidato à Presidência da República pontuando nas pesquisas. Em Mato Grosso ele [Jair Bolsonaro] aparece com mais de 60%. Então, tendo um candidato à Presidência da República passando dos 60%, tendo uma senadora que nas pesquisas está em segundo lugar, tendo um deputado federal no mandato que vai à reeleição e mais uns dois que vem pontuando, eu acho que não tem nada a perder”, disse Galli sobre a possível saída de Dilceu Rossato da chapa.

Diante dessas credenciais, o presidente do PSL/MT acredita que é possível articular um “Plano B”, buscando coligação com um candidato à majoritária de outro partido. “Eu acho que toda agremiação que quer fazer uma coligação nesse sentido vai receber de braços abertos o PSL”, avalia.

A partir da próxima segunda-feira (11), data colocada como limite para Dilceu Rossato definir sua posição no pleito, Victório Galli adianta que quem irá decidir sobre o rumo do PSL será o presidente nacional, Jair Bolsonaro. “Claro que é interessante pra ele ter candidatura própria do PSL no estado de Mato Grosso, que terá um palanque dele naturalmente. Agora, no Plano B vai ser negociado o seguinte: esse candidato a governo de outro partido vai ceder o palanque pro nosso presidenciável subir? Tudo isso vai fazer parte da pauta do plano B do PSL”, comenta.

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