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07.03.2018 | 09h59

Servidor que ajudou a gravar Emanuel se contradiz ao ser ouvido na CPI do Paletó

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 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, que apura suposta quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ao receber maços de dinheiro no Palácio Paiaguás quando era deputado, interroga na manhã desta quarta-feira (7) o ex-servidor do governo Valdecir Cardoso.

João Vieira

A testemunha foi convocada porque ajudou o ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa Araújo a enquadrar a cãmera que flagrou diversos parlamentares recebendo dinheiro, que o ex-governador Silval Barbosa afirma se tratar de propina. 

Acompanhe os principais momentos da audiência:

11h27 - A oitiva de Valdecir é encerrada

11h26 - André Stumpf também questiona se nesse celular, Sílvio recebia outras cobranças e Valdecir afirma que sim e que pessoas de todo o Estado telefonavam com suas demandas.

11h20 - O advogado do prefeito, André Stumpf, passa a fazer suas peguntas a Valdecir e questiona se o celulr em que Popó telefonava era pessoal ou funcional de Sílvio. Valdecir afirma que era pessoal do Silvio, mas que ficava o tempo todo consigo e que Sílvio tinha outro telefone que usava pessoalmente. 

11h19 - A expressão facial e tom de voz de Valdecir demonstram que ele está irritado ou desconfortável com algumas perguntas.

11h18 - Questionado se sabe como sua declaração foi parar na casa do prefeito, Valdecir diz desconhecer.

11h12 - O vereador Gilberto Figueiredo (PSB) pergunta se Valdecir é dono de uma empresa de locação de veículos e ele afirma que a mesma está fechada. O parlamentar afirma que a empresa de Valdecir firmou contratos com o governo do Estado, na época de Silval Barbosa, o que é negado por Valdecir. O vereador afirma que os dados de pagamentos constam no sistema Fiplan, destacando que tal contratação é irregular, já que ele era servidor. Figueiredo também afirma ter visto diversas contradições no depoimento de Valdecir.

Marcus Vaillant

Valdecir Cardoso

11h07 - Valdecir nega que tenha conversado com Emanuel Pinheiro. Afirma que recebeu cerca de 50 ligações de Popó Pinheiro. Questionado sobre valores das pesquisas eleitorais feitas pelo Instituto Mark e outros detalhes sobre o serviço, ele afirma desconhecer. Diz que chegou a ir ao Instituto Mark cerca de 10 vezes acompanhando Sílvio. Ele diz que nessas ocasiões, não presenciou as cobranças porque ficava esperando no carro.

11h04 - O vereador Justino Malheiros (PV) sugere que Valdecir poderia ter ficado aflito por medo de ter se envolvido em algo ilícito sem saber e vir a sofrer retaliações futuras e Valdecir concorda, complementando que como servidor, poderia ser prejudicado por conta de sua posição hierárquica no governo, naquela época.

10h53 - Valdecir nega que tenha tido contato com o prefeito ou pessoas ligadas a ele nos 15 dias anteriores e posteriores ao seu registro de declaração em cartório. O vereador Diego Guimarães (PP) pergunta se a testemunha abriria mão voluntariamente de seu sigilo telefônico nesse período e o mesmo responde que não.

10h51 - Questionado sobre o período em que ocorreram as ligações de Popó, Valdecir não sabe precisar, mas lembra que era em período eleitoral e que até o final da gestão Silval Barbosa recebeu ligações de cobranças.

10h48 - Levando em consideração que Sílvio Corrêa foi taxativo ao dizer que todos os pagamentos aos deputados gravados se tratavam de propina, Abílio Júnior pergunta como Valdecir poderia saber mais do que o chefe de gabinete sobre a natureza dos pagamentos. Valdecir afirma que não tem como saber mais do que o Sílvio.

10h45 - O vereador Abílio Júnior (PSC) questiona se Emanuel "furou" a chamada "fila indiana" de deputados que aguardavam ser recebidos por Sílvio e Valdecir nega. Em seguida, o vereador pergunta se Emanuel foi atendido depois de todos os outros parlamentares e Valdecir relata que o atendimento ocorreu entre um grupo de deputados e outro. O vereador afirma que, sendo assim, então Emanuel furou a fila.

10h43 - O vereador Luís Cláudio (PP) questiona se Valdecir é um dos indiciados nos processos relativos à delação do ex-governador Silval Barbosa e a advogada da testemunha interfere dizendo que a pergunta não é pertinente à CPI.

10h40 - Valdecir afirma que chegou a ver pessoalmente as pesquisas eleitorais elaboradas pelo Instituto Mark, mas que nunca viu as respectivas notas fiscais.

10h38 - O vereador Dilemário Alencar (PROS) afirma que Valdecir já foi condenado na Justiça pelo crime de furto qualificado.

10h34 - Interrogado pelo vereador Felipe Welaton (PV) sobre o dia em que foi ao cartório registrar seu relato sobre o dia da gravação, Valdecir afirma que foi no 2º Ofício acompanhado do filho. Anteriormente, ele havia falado que tinha ido sozinho. 

Marcus Vaillant

Valdecir recebe orientação da advogada Angélica Schuller

10h32 - O vereador questiona se a defesa de Valdecir tem relação com o prefeito ou seu staff e a advogada dele, Angélica Schuller, explica que não. Ela esclarece que apenas conhece um advogado que é irmão do secretário municipal de Fazenda por causa de alguns processos em comum, por diligências realizadas enquanto prestadores de serviços para escritórios de advocacia.

10h30 - Marcelo Bussiki pergunta com base em quê Valdecir afirma que o dinheiro entregue a Emanuel era relativo a pesquisa. O servidor afirma que chegou a essa conclusão porque na ocasião, Sílvio chegou a comentar: 'Deve ser o negócio do Popó' e relacionou isso às ligações anteriores que recebeu do empresário e irmão do prefeito. No entanto, Valdecir diz que não tem certeza se o dinheiro era realmente pagamento de pesquisa eleitoral.

10h25 - Questionado novamente sobre a aflição que sentiu a respeito da gravação de Emanuel, Valdecir disse que a aflição durou a manhã inteira, no dia da gravação, porque "ele não tinha nada a ver com o vídeo" e também que não tinha a ver como prefeito, dando a entender que a aflição ocorreu no dia da gravação e também após, já com Emanuel prefeito. Ele ainda complementa que sequer sabia que havia dinheiro no gabinete de Sílvio Corrêa no dia da gravação.

10h21 - O presidente da CPI questiona se Valdecir mudaria algo na declaração que registrou em cartório sobre o assunto e ele nega, afirmando que apenas relatou os fatos. ele afirma que foi a primeira vez que foi a um cartório registrar um documento para defender alguém, mas que fez isso por iniciativa própria, tendo ido sozinho. Ele conta que depois do registro foi para casa e não se lembra para quem entregou o documento. Logo em seguida diz que entregou apenas para uma pessoa, afirmando não se recordar para quem, nem quando e onde. A resposta é dada após ser questionado três vezes.

10h18 - Valdecir afirma que no dia da gravação, Sílvio não lhe falou que o dinheiro entregue a Emaneul Pinheiro era referente à pesquisa eleitoral.

Marcus Vaillant

10h15 - Valdecir afirma ter presenciado Sílvio e Popó conversando e pagando com cheques (inclusive alguns sem fundo) acerca de diversas pesquisas eleitorais. Por conta dos cheques sem fundos, a cobrança por telefone por parte de Popó ficavam mais constantes, relata a testemunha. ele diz não ter certeza se as ligações e cobranças eram realmente de servios eleitorais executados.

10h12 - Valdecir relata que ficou aflito quando viu Emanuel Pinheiro chegando no gabinete porque sabia que ele seria gravado e que o então parlamentar não estava na relação de deputados que seriam recebidos por Sílvio. Segundo ele, Sílvio não queria receber Pinheiro, mas acabou o atendendo mesmo assim.

10h07 - Segundo Valdecir, na época das gravações, apenas ajudou Sílvio a instalar a câmera no local adequado para gravar os deputados, mas que o então chefe de gabinete não lhe conto qual era o propósito daquilo. A respeito das propinas, ele afirma que ficou sabendo apenas quando as imagens foram exibidas na imprensa porque nunca tinha visto as imagens antes. Naquele época, ele apenas fazia o controle dos deputados que aguardavam na sala vip e posteriormente entravam na sala de Sílvio e que Emanuel chegou pela recepção principal.

10h03 - O servidor afirma ser amigo de Silval Barbosa e mais ainda de Sílvio Corrêa, a quem fazia visitas em casa, participava de festas, entre outros contatos. Em relação à sua relação com Emanue, relata que o conheceu na assembleia Legislativa e que o respeita por ser professor de Direito. "Aprendi a respeitar e sempre gostei dele", diz. No caso de Popó, afirma que conheceu somente após as ligações de cobrança a Sílvio.

Marcus Vaillant

10h - Valdecir afirma que é filiado ao MDB e que trabalha atualmente como assessor parlamentar do deputado Romoaldo Júnior, do mesmo partido, e que também tem uma conveniência e uma distribuidora de água e gás no bairro CA 4, em Cuiabá.

9h55- Valdecir nega ter qualquer envovimento com o prefeito Emanuel Pinheiro, seja pessoal ou profissional. Nega que ele ou parentes tenham trabalhado com o executivo na Assembleia legisativa ou na Prefeitura de Cuiabá. 

A testemunha também afirma que trabalhou com o ex-governador Silval Barbosa desde 2003, como seu chefe de segurança.

9h48 - Valdecir nega que tenha recebido algum valor para fazer a declaração em cartório de que o dinheiro entregue a Emanuel Pinheiro era relativo à pagamento de pesquisa eleitoral do Instituto Mark, de propriedade do irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro, o Popó. Ele exlica que ficava com o celular de Sílvio Corrêa para filtrar o acesso das pessoas ao então chefe de gabinete e que diariamente o Popó telefonava cobrando os valores Os recados eram repassados por Valdecir a Sílvio, que dizia que iria providenciar o pagamento.

9h45 - O relator da CPI, vereador Adevair Cabral (PSDB) questiona se no dia da gravação do prefeito, Valdecir viu Emanuel no Palácio Paiaguás.  Ele confirma que viu, mas que não havia nada agendado pois aquele dia estava "tumultuado". Valdecir afirma que ele era responsáve por fazer o controle das pessoas que entravam no gabinete.

 

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