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Política de MT - A | + A

governo em crise 12.02.2019 | 07h20

Sonegação é 4 vezes maior que folha salarial do Estado

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O que os cofres públicos do governo do Estado deixam de arrecadar por causa da sonegação de impostos é 4 vezes maior que a folha salarial mensal dos servidores do Poder executivo. Segundo uma estimativa divulgada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB) nesta segunda-feira (11), a sonegação de impostos chega a R$ 2 bilhões por ano, enquanto a folha salarial do mês de janeiro foi de cerca de R$ 440 milhões.

 

Com o lançamento essa semana de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar a sonegação de impostos, o tema voltou à tona. A última CPI realizada pela Casa de Leis, entre 2016 e 2017, apurou R$ 1,7 bilhão de prejuízo para Mato Grosso entre renúncia fiscal e sonegação de impostos.

 

Leia também - Deputado afirma que CPI atingirá gente poderosa em MT

 

Para se ter uma ideia do tamanho do montante sonegado, o orçamento do Estado para 2019 é R$ 20,9 bilhões, mas faltam R$ 1,6 bilhão para fechar as contas e o governo afirma ainda não saber de onde irá tirar os recursos que faltam. O combate à sonegação de impostos é uma das frentes que o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou adotar, mas ainda não foram divulgadas as estratégias que serão utilizadas ou os resultados de ações do gênero.

 

Para o deputado Wilson Santos, o articulador da nova CPI, esse assunto é interminável e deve sempre estar sob investigação. “Vamos começar a CPI revisitando o passado. Em cima daquilo que foi feito em 2014 e depois em 2016. Queremos saber da Polícia Federal, do Ministério Público do Estado, da Controladoria Geral do Estado, o que é que foi feito com todos aqueles milhares de documentos que foram entregues em a esses órgãos”.

 

Porém, diferente das duas CPIs anteriores, essa vai ser mais abrangente e investigar a mineração, criação de gado e o agronegócio como um todo.

 

“A manchete do jornal A Gazeta de hoje traz o assassinato de Wagner Florêncio Pimentel, que havia participado de um esquema de lesou em mais R$ 140 milhões o Estado em sonegações. É um assunto até perigoso, porque vamos mexer com gente poderosa. Calcula-se que sonega-se em Mato Grosso de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano”, explica o deputado.

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Comentários

Aldo - 12/02/2019

Pena que essa CPI veio tarde. Já deveria ter acontecido a muito tempo.

1 comentários

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