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por causa da CPI 18.09.2018 | 16h45

Vereador diz ter sido ameaçado por investigação em CPI e registra B.O

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 O vereador Abilio Júnior (PSC) registrou um boletim de ocorrência  em razão de uma suposta ameaça que teria recebido quando estava em frente à Prefeitura de Cuiabá. Segundo ele, a ameaça tem relação com o trabalho desempenhado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde.

 

A denúncia foi feita pelo vereador durante sessão plenária desta terça-feira (18) e teria ocorrido na última semana. De acordo com o boletim de ocorrência, o vereador diz que teria ido à Prefeitura de Cuiabá protocolar o pedido de exoneração do secretário de Saúde, Huark Douglas, em razão de irregularidades na gestão de contrato entre a Empresa Cuiabana de Saúde  e a empresa  Pró-Clin. 

 

Leia mais - Huark Correia é acusado de pagar R$ 8 milhões à empresa que representa

 

Após protocolar o documento, o vereador narrou que estava em frente à prefeitura aguardando um veículo, quando uma pessoa passou por ele e fez as ameaças.  A pessoa, não identificada, teria dito “toma cuidado. Se você não tem rabo preso, vamos colocar”. Na tribuna, o vereador  rechaçou as ameaças e disse que “não vai tolerar” interferência do Executivo nas ações da CPI da Saúde, que ele preside. A CPI investiga as supostas falta de medicamentos e insumos na Saúde, gestão temerária e ingerência política e irregularidades no pagamento do prêmio-saúde.

 

“Eu sofrer assédio, ameaça, não vou tolerar.  Já registrei inclusive um boletim de ocorrência sobre uma ameaça em frente à prefeitura. Não vou tolerar ameaças, assédio e não vou tolerar qualquer tipo de interferência da Secretaria na nossa comissão da Saúde”, disse. 

 

Marcus Vaillant

Huark Correia 236/ secretário de saúde

Secretário de Saúde Huark Douglas

Durante investigações, a CPI identificou que o secretário Huark Douglas seria o ordenador de despesas da secretaria de Saúde e sócio responsável pela  empresa Sociedade Mato-grossense de Assistência em Medicina Interna Ltda, a Pró-Clin.

 

Desse modo, ele teria feito o pagamento de despesas para si próprio, uma vez que possui uma procuração para representar e administrar a empresa em todas as esferas públicas.

 

Segundo investigações apuradas pela CPI, a Secretaria de Saúde pagou cerca de R$ 10 milhões à empresa. “Temos uma planilha que tem o nome do Huark e de várias pessoas ligadas a essa empresa, que cometeram ingerência política dentro da secretaria de Saúde”, afirmou. Abílio disse ainda que os documentos que provariam tais irregularidades são públicos e estão à disposição  não apenas dos vereadores, mas também da população.  

 

Em razão das denúncias, o secretário foi convocado parta prestar depoimento à CPI. A previsão é de que ele seja ouvido na na próxima sexta-feira (21).  Além de Abílio Júnior, fazem parte da CPI os vereadores Ricardo Saad (PSDB), como relator,  e Doutor Xavier (PTC), como membro.

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