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28.02.2018 | 14h24

Vereador pede quebra de sigilos fiscal e bancário do Instituto Mark

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O vereador Diego Guimarães (PP) apresentou requerimento durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, na manhã desta quarta-feira (28), pedindo acesso aos documentos fiscais e bancários, relativos às atividades do ano de 2013 do Instituto Mark de Pesquisa. A empresa é de propriedade de Marco Polo Pinheiro, o Popó, que é irmão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). 

O prefeito está sendo investigado pelos vereadores por suposta quebra de decoro por recebimento de propina,  enquanto era deputado estadual, no ano de 2013, paga pelo então governador Silval Barbosa, conforme este relatou em sua delação premiada.

João Vieira

Vereador Diego Guimarães fez requerimento em sessão da CPI do Paletó

Na justificativa, o parlamentar explica que a defesa do prefeito persiste na tese de que os valores recebidos pelo gestor, na época em que foi gravado pelo ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Sílvio César Corrêa Araújo, seria para quitação de uma dívida com o instituto de pesquisa.

Porém, até o momento não foram apresentados comprovantes da prestação desse serviço. O pedido requer que Marco Polo apresente os documentos de forma voluntária para que se possa constatar qualquer serviço prestado naquele período e valor, que seja compatível com a entrega de dinheiro registrada em vídeo na sala do então chefe de gabinete Silvio Correa.

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“Se é um recebimento lícito, ali haverá uma nota fiscal, uma ordem de serviço e a entrada dessa quantia dentro dos registros fiscais da empresa”, disse o progressista.

Quebra de sigilo

Caso o empresário não faça a apresentação dos documentos, o vereador requereu que a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal peça judicialmente o afastamento do sigilo bancário e fiscal no âmbito municipal e federal do Instituto Mark.

Otmar de Oliveira

Prefeito Emanuel Pinheiro diz que dinheiro era pagamento a seu irmão

“É imprescindível, portanto, afastar qualquer dúvida sobre a veracidade do pagamento dessas supostas pesquisas no ano de 2013, uma vez que as declarações prestadas por testemunhas, que inclusive celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), estão sendo colocadas em xeque pela defesa do prefeito municipal”, ressalta.

Silval Barbosa e Silvio Correa já prestaram depoimento à CPI, na semana passada. Em sua oitiva, o ex-chefe de gabinete reafirmou que o dinheiro repassado ao então deputado na época e agora prefeito era referente a uma propina paga aos parlamentares para não fiscalizarem a execução de obras de pavimentação de rodovias estaduais por meio do programa Mato Grosso Integrado.

Leia também - Comparsa de Silval afirma que dinheiro recebido por Emanuel era propina - Veja vídeo

Além disso, o depoente afirmou que Pinheiro retornou outras vezes para receber o restante do dinheiro que colocou no paletó quando foi gravado. Barbosa também manteve a afirmativa de que o pagamento não era para pesquisa e sim de propina que os parlamentares exigiam. 

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