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07.03.2018 | 14h50

Vereadores pedem quebra de sigilo telefônico e acareação de Valdecir e Sílvio

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Após o servidor da Assembleia Legislativa e ex-chefe de segurança do ex-governador Silval Barbosa, Valdecir Cardoso, prestar depoimento considerado contraditório por alguns vereadores na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, ele foi alvo de novos pedidos além do depoimento.

João Vieira/Marcus Vaillant

Vereador Diego Guimarães (PP) e o servidor público Valdecir Cardoso (detalhe)

O vereador Diego Guimarães (PP) pediu aos membros da CPI que peçam na Justiça a quebra do sigilo telefônico da testemunha, que se negou a fornecer de forma voluntária o acesso às conversas no período de 15 antes e 15 dias depois ao ato dele ir ao Cartório do 2º Ofício, onde, após veiculação das imagens de Pinheiro deixando cair dinheiro do bolso, em meados do ano passado, registrou uma declaração dizendo que o dinheiro recebido pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) das mãos do ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa Araújo se tratava de pagamentos de pesquisas eleitorais feitas pelo empresário Marco Polo Pinheiro, o Popó, irmão de Emanuel e dono do Instituto Mark de Pesquisa.

Leia também - Servidor que ajudou a gravar Emanuel se contradiz ao ser ouvido na CPI do Paletó

O parlamentar explica que o pedido se faz necessário para averiguar se houve interferência do prefeito na atitude de Valdecir, que, num primeiro momento de sua participação na CPI, afirmou ter ido sozinho ao cartório, mas depois disse que foi acompanhado do filho. “Ele foi muito taxativo em lembrar aqui de coisas do passado, coisas de 2012, 2013, 2014. Agora, ele não lembrou de coisas importantes que aconteceram em 2017, como por exemplo a mando de quem ele falou que não teve, pra quem ele entregou aquela declaração. Ele disse não saber. Esses fatos precisam ser esclarecidos já que nós estamos investigando uma suposta fraude processual, tentativa de obstrução de justiça por parte do prefeito, disse”.

Marcus Vaillant

Valdecir durante interrogatório à CPI

Além do pedido de quebra de sigilo telefônico, Valdecir também alvo de um pedido de acareação entre ele e Sílvio Corrêa, o que foi proposto pelo vereador Abílio Júnior (PSC), que também vislumbrou contradições no depoimento desta quarta-feira (7). Ele chegou a questionar o servidor como ele poderia saber mais do que Sílvio, que foi quem esteve presente no momento da entrega do dinheiro e afirma que se tratava de propina. Valdecir respondeu que não tem como saber mais do que Sílvio e nem que tinha certeza de que se tratava de pagamentos de pesquisa. Por outro lado, destacou que não mudaria essa versão relatada no registro em cartório.

A respeito dessa declaração registrada, e posteriormente encontrada na casa do prefeito Emanuel Pinheiro, o vereador Felipe Wellaton (PV) pediu que seja juntado ao processo da comissão imagens do cartório do 2º Ofício relativo ao dia em que Valdecir Cardoso lá esteve para fazer o registro de sua declaração em que tenta inocentar Emanuel Pinheiro da acusação de recebimento de propina.

Outro parlamentar que também fez requerimento aos membros da CPI do Paletó foi Justino Malheiros (PV). Ele sugeriu que não sejam feitas novas oitivas de testemunhas, caso as declarações já colhidas com Silval Barbosa, Sílvio Corrêa, Valdecir Cardoso e com o ex-secretário de Estado Allan Zanata já tenham sido satisfatórias.

Todos os pedidos serão deliberados pelos membros da CPI do Paletó na próxima sexta-feira (9). A comissão é composta pelo presidente Marcelo Bussiki (PSB), pelo relator Adevair Cabral (PSDB) e pelo presidente da Comissão de Ética da Câmara Mário Nadaf (PV).

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