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Política Nacional - A | + A

09.12.2014 | 08h24

Duas vagas estavam em negociação no TCE

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Os recursos supostamente desviados do governo do Estado por meio de um precatório pago à construtora Encomind teriam servido para negociar duas e não apenas uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além de Sérgio Ricardo, que hoje ocupa a cadeira do aposentado Alencar Soares no TCE, o ex-secretário de Estado Eder Moraes deveria ter sido beneficiado com o cargo vitalício.

É o que afirmou o próprio Eder em depoimento prestado ao Ministério Público Estadual (MPE) em fevereiro deste ano. As informações foram utilizadas em uma das ações penais já apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPE) em face da operação Ararath e a qual o jornal A Gazeta teve acesso.

O conselheiro afastado Humberto Bosaipo foi um dos agentes públicos que teria participado da negociação. Seu nome aparece em anotações apreendidas na casa do pai de Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, e do próprio Eder como um dos beneficiários do esquema de “conta corrente clandestina” operado por meio das empresas Amazônia Petróleo e Globo Fomento.

Bosaipo teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em diversos pagamentos, alguns efetuados em dinheiro e entregues a ele pelas mãos de Junior Mendonça em seu gabinete no TCE, a exemplo de como também teria se dado o pagamento pela suposta compra da vaga de Alencar Soares para Sérgio Ricardo.

No depoimento ao MPE, Eder Moraes afirmou ter participado das negociações sobre a liberação de cerca de R$ 80 milhões a título de precatório à Encomind porque tinha interesse de se tornar conselheiro. A definição dos membros do TCE que cederiam suas vagas dependeria, no entanto, de articulação dos próprios interessados, sendo que o inquérito da Polícia Federal citado na mesma ação penal relata uma série de transações financeiras realizadas pelo ex-secretário junto a Junior Mendonça em nome de Bosaipo.

Em outubro deste ano, Eder pediu retratação sobre as informações prestadas neste depoimento sob argumento de que teria mentido, justamente, por estar abalado emocionalmente por não ter visto ser cumprida a promessa de que ele se tornaria um conselheiro do TCE.

O ex-secretário vem reafirmando que o depoimento não tem validade jurídica. Já seu advogado, Ronan Oliveira, sustenta que Eder só falará sobre o assunto em juízo.
A reportagem de A Gazeta não localizou a defesa de Humberto Bosaipo até o fechamento desta edição. A assessoria do conselheiro informou que não poderia se posicionar sobre o assunto.
 

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