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Política Nacional - A | + A

11.01.2018 | 11h21

Estou ótimo, embora toda hora queiram me matar, diz presidente

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Meio sério, meio de brincadeira, o presidente Michel Temer reclamou das versões pessimistas sobre sua saúde: ‘Passei por três cirurgias, tive infecção no fim do ano e nem pude passar quatro dias na praia, como gostaria, mas estou ótimo. Embora toda hora alguém queira me matar. Uns por vontade mesmo, outros por desinformação‘.

Outro trauma de Temer é ter sido atacado até por velhos amigos durante as duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que poderiam ter lhe custado o mandato. ‘Eles me conhecem a vida toda, sabem que não tenho lanchas, jatos, fazendas, nada disso. E permitem que me chamem de ladrão? É muito duro conviver com isso.‘

Ele se defendeu da acusação de viver aos solavancos, de recuo em recuo, e se concentrou na notícia de que o governo mudaria a chamada ‘regra de ouro‘, que impede emissão de dívida para arcar com despesas correntes. Diz que foi surpreendido pela notícia na imprensa, chamou os ministros econômicos para se informar e mandou suspender o debate: ‘Todo esforço do meu governo é recuperar a economia. Como vou chegar a Davos tendo de explicar que querem flexibilizar justamente as regras de responsabilidade fiscal?‘

Seu plano para o último ano de mandato é, além de aprovar a reforma da Previdência, ‘continuar com as medidas que tomamos para recuperar o País, não só no Congresso, mas também por decisões administrativas‘. No fim, o sonho de amenizar o ‘presidencialismo de coalizão‘, que deixa os presidentes reféns de partidos e de pressões populistas. A forma será um projeto de ‘semipresidencialismo‘, mas ‘isso fica para adiante‘.

Temer acha que a Lava Jato praticamente esgotou o que tinha de fazer e elogiou a decisão do diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, de concluir até dezembro investigações sobre políticos com foro no Supremo: ‘Isso é ótimo. Tira o peso das pessoas‘.  

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