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19.06.2019 | 16h30

Justiça decide que goleiro Bruno continua preso em Varginha

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Arquivo/ AE

Arquivo/ AE

O goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, vai continuar detido no Presídio de Varginha, no Sul de Minas, a 311 km de Belo Horizonte.

 

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisaria nesta quarta-feira (19), um recurso da defesa do ex-jogador, que poderia resultar na sua progressão para o regime semiaberto. 

 

No entanto, o relator do processo, desembargador Doorgal Andrada desconheceu o recurso da defesa, que sequer foi analisado na sessão de hoje porque, segundo o TJMG, os advogados de defesa de Bruno não juntaram qualquer documentação ao recurso. 

 

Conforme o Tribunal, com isso, caso a defesa de Bruno queira pleitear a progressão do regime fechado para o semiaberto, deverá apresentar um novo recurso à Justiça. 

 

Até outubro do ano passado, Bruno tinha o direito de trabalhar fora da cadeia enquanto cumpre a pena de 20 anos e três meses de prisão, imposta pela Justiça. Porém, imagens da TV Alterosa, afiliada do SBT, flagraram o goleiro desfrutando de regalias durante o expediente, ao tomar cerveja com duas mulheres no horário de trabalho.

 

O episódio gerou uma falta disciplinar grave, que resultou na perda de um sexto dos dias remidos da pena do ex-jogador. Em março deste ano, sua defesa também teve, negada, a transferência para um presídio de Belo Horizonte. 

 

Histórico

O ex-goleiro do Flamengo foi preso em 2010, logo após o desaparecimento de Eliza Samudio. A condenação pelo homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de sua ex-amante, além do sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do então casal, veio três anos depois, em março de 2013.

 

A pena inicial decretada foi de 22 anos e três meses de prisão. No entanto, em setembro de 2017 a Justiça considerou que o crime de ocultação de cadáver prescreveu e o período de detenção foi reduzido para 20 anos e nove meses.

 

Em fevereiro de 2017, o atleta foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Durante este período, ele foi contratado pelo Boa Esporte, de Varginha, voltou a jogar futebol, mas voltou a ser preso dois meses depois. 

  

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