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03.02.2018 | 08h25

MPF investiga Cristiane Brasil por associação ao tráfico

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A deputada federal e ministra nomeada do Trabalho, Cristiane Brasil (PTB-RJ), é alvo de um inquérito policial que apura suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a campanha eleitoral de 2010. A investigação foi enviada ontem à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque Cristiane possui foro privilegiado. O inquérito também apura suposto envolvimento no caso do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB), ex-cunhado da parlamentar, e três assessores dela na época. Eles são acusados de dar dinheiro a traficantes de Cavalcanti, bairro pobre da zona norte da cidade e uma das bases eleitorais da deputada.

Agência Brasil

Inquérito policial que apura suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a campanha eleitoral de 2010

O procedimento foi aberto inicialmente pela Polícia Civil após denúncias encaminhadas por e-mail à Ouvidoria da corporação. O Estado teve acesso ao teor do inquérito policial. Os nomes dos autores das denúncias foram preservados por motivo de segurança.

Conforme os denunciantes afirmaram no inquérito, assessores de Cristiane - que na época era vereadora licenciada e comandava uma secretaria municipal do Rio na gestão de Eduardo Paes (MDB) - pagaram a traficantes para terem o ‘direito exclusivo‘ a fazer campanha na região. Cristiane não se candidatou em 2010, mas naquele ano deu apoio para candidatura de Vinícius - então seu cunhado - à reeleição. Ela se candidatou e foi eleita deputada em 2014. Cristiane e Vinicius negam todas as acusações.

O inquérito investiga também se líderes comunitários foram constrangidos pelos criminosos a fazer campanha eleitoral. Nas denúncias há referências a ‘Zezito‘, apontado como chefe do tráfico das comunidades Vila Primavera, Parque Silva Vale e JJ Cowsert, localizadas no bairro de Cavalcanti.

Chefão. Segundo um dos denunciantes afirmou no inquérito, os traficantes chegaram ‘ao absurdo de levarem as presidentes das associações do bairro para conversar com o chefão do morro porque elas não queriam trabalhar para a vereadora (Cristiane). A intenção dele (assessor) era que o chefão fosse mandar dar uma surra nelas e obrigá-las a trabalhar para a vereadora ou em caso de recusa até mesmo matá-las‘.

Uma líder comunitária relatou na investigação formal que foi ameaçada porque não participou de panfletagem da campanha da hoje ministra nomeada.

Um dos assessores de Cristiane à época foi acusado de, em cumplicidade com um primo apelidado de ‘Cigarrão‘, invadir casas dos moradores para a retirada de cartazes de outros políticos por ordem de Zezito.

Ritmo

Em quase oito anos o inquérito andou devagar. Cristiane Brasil nunca foi ouvida, apesar de ter sido expedida contra ela, em 29 de setembro de 2011, uma intimação para depoimento. A Polícia Civil tentou intimar Cristiane no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa. Na época ela era secretária de Envelhecimento Saudável do município.

O inquérito tramitava desde 2010 na Delegacia de Combate às Drogas. Na semana passada, depois de o Estado pedir acesso aos autos, a investigação foi remetida pela Polícia Civil ao Ministério Público Estadual.

O MP Estadual imediatamente anunciou que o remeteria ao Ministério Público Federal no Rio. Em 2015, porém, Cristiane, após ser eleita deputa federal em 2014, ganhou direito a foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela foi nomeada há um mês ministra do Trabalho pelo presidente Michel Temer. O objetivo de Temer era obter apoio do PTB, presidido por Roberto Jefferson, pai da deputada e presidente da legenda, à Reforma da Previdência.

Uma série de decisões judiciais, a mais recente da presidente do Supremo, ministra Cármen Lucia, a impediu provisoriamente a deputada de tomar posse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

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Comentários

José Conrado de Souza - 03/02/2018

QUE PAÍS É ESTE DOMINADO PELA CORRUPÇÃO? Que País é este em que LADRÃO DE DINHEIRO PÚBLICO indica filha para ser Ministra do Trabalho e o Presidente da República a nomeia? Que País é este em que LADRÃO condenado por unanimidade pelo TRF-4 recorre aos STJ para não ser preso depois de concluso o processo no TRF-4, com o STF já tendo se manifestado que condenados em 2ª instância devem ser presos em regime fechado tão logo concluso o processo no TRF-4? Que País é este em que há ação de advogados na Justiça impedindo a posse da filha do LADRÃO CONFESSO DE DINHEIRO PÚBLICO, aquele que chamou os petistas de Ratos Magros porque lhe roubaram 14 milhões dos 20 milhões que era sua parte no assalto aos cofres públicos e nunca foi processado pelo PT? Que País é este em que o condenado e seus advogados não aceitam a decisão unânime do TRF-4 corroborada pelo STJ e recorrem ao STF sabendo que a Corte Suprema da Justiça do Brasil já se decidiu pela prisão após condenação na 2ª instância, porque fatos históricos mostram que tais recursos de criminosos em liberdade após condenação na 2ª instância só servem para tornar os crimes prescritos? Eu e quase todos brasileiros esperamos que os ministros do STF não se humilhem aos poderosos ladrões de colarinho branco, contestando o que eles, ministros do STF, ainda ontem, decidiram: os condenados em 2ª instância devem ser presos imediatamente, em regime de prisão fechada, podendo seus advogados recorrer a instâncias superiores. Que País é este? Lamentavelmente, este País, onde criminosos poderosos de colarinho branco se julgam acima da Lei, é o Brasil e, segundo a mídia, este País, o Brasil, tem em caixa um trilhão, mas, só pode usar 5% porque as vinculações destinam determinados recursos para fim específico, como os descontos mensais que os trabalhadores fazem para o INSS vinculados às aposentadorias. Entretanto, ignorando essa vinculação, o governo roubou 2,64 trilhões do INSS, de 1994 a 2016. Lamentável que não exista um Senador sequer capaz de entrar com ação de inconstitucionalidade, obrigando o governo a devolver os 2,64 trilhões roubados do INSS por meio da Emenda Constitucional de Revisão nº 1, de 01 de março de 1994, com o artigo 1º determinando que: ?ficam incluídos os artigos 71, 72 e 73 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com a seguinte redação: artigo 71- fica instituído, nos exercícios de 1994 e 1995, o Fundo Social de Emergência, com objetivo de saneamento financeiro da Fazenda Pública Federal e estabilização econômica, cujos recursos serão aplicados nos custeio das ações dos sistemas de saúde e educação, benefícios previdenciários e auxílios assistenciais de prestação continuada, inclusive liquidação de passivo previdenciário e outros programas de relevante interesse econômico e social?. Entretanto, a vigência dessa Emenda, que deveria ter sido encerrada em 1995, foi, por meio de várias Propostas de Emendas Constitucionais, prorrogada, culminando com a PEC 31/2016, aprovada no governo Dilma, aumentando a DRU de 20% para 30% e prorrogando a vigência para 2023. Assim, tal como os governos que aprovaram prorrogação da vigência da DRU, o governo Temer, também, ignora a Emenda Constitucional de Revisão nº 1, de 01 de março de 1994, determinando que: ?os recursos serão aplicados (...), inclusive na liquidação de passivo previdenciário e outros programas de relevante interesse econômico e social?. Ou seja, o dito déficit previdenciário alardeado nos governos petistas e, agora, no governo Temer não existe, uma vez que é obrigação do governo usar o dinheiro roubado da Previdência Social para liquidar passivo previdenciário. Enfim, o que vemos na fajuta reforma da previdência é uma manobra para permitir que o Governo continue roubando 30% das contribuições mensais que os trabalhadores fazem ao INSS, vinculadas a suas aposentadorias, dinheiro que jamais foi ou será aplicado em educação, saúde e, inclusive na liquidação de passivo previdenciário, como não foram usados os 2,64 trilhões roubados do INSS de 1994 até hoje. E, nesse contexto do governo roubando dinheiro das aposentadorias, sem nenhum respeito pelos trabalhadores, o governo, desavergonhadamente, diz que a previdência é deficitária e os senadores aceitam a mentira, parecendo-nos um jogo de toma lá, dá cá, melhor dizendo, jogo entre corruptores e corrompidos. Temos que dar uma resposta aos candidatos a deputado, a senador, a governador e a presidente da República nas eleições de 2018. Vamos retirar o Fórum Privilegiado dos pilantras que apóiam a sacanagem do Governo roubar a Previdência Social com a DRU de 30%, que, por incrível que pareça, foi aprovada no governo do PT, por proposta de emenda constitucional de deputado do PTD, o que torna inexplicável Lula ter a preferência dos eleitores, principalmente porque foi no governo dele, Lula, que foi aprovada a reforma da previdência obrigando os servidores públicos a descontar para o INSS mesmo depois de aposentados, o que não acontece com os demais aposentados que param de contribuir ao INSS tão logo se aposentam. Parece que os eleitores preferem votar no cara condenado como ladrão de dinheiro público e acreditam na mentira de que o PT é contra a reforma. Esses eleitores não percebem que, tendo Lula aprovado a reforma da previdência dos servidores, os obrigando a descontar mensalmente para o INSS depois de aposentados e tendo sido no governo Dilma, governo do PT, que foi aumentada a DRU de 20% para 30%, Lula, Dilma e todo o PT são a favor da reforma e só não a estão gerindo porque Dilma foi cassada e o vice dela, nos seus dois mandatos, assumiu em seu lugar e está querendo aprovar a reforma da previdência preparada pelo PT, uma tremenda picaretagem contra os trabalhadores ativos e aposentados, que não são defendidos pelas centrais de trabalhadores porque as mesmas comem nas mão do LADRÃO LULA. Em 2018, as urnas precisam dar uma resposta aos que acham que somos idiotas. Os fanáticos seguidores do LADRÃO LULA, que acreditam nas mentiras do pilantra que se prestou ao papel de se apresentar na propaganda eleitoral sendo aplaudido de pé na ONU com aplausos roubados, pois, foi uma montagem feita pela marqueteiro do PT para enganar eleitores, parece que não aprenderam a lição, ou seja, que Lula é um tremendo mentiroso e, por isso, acreditam quando o dito cujo se diz contra a reforma da previdência, mesmo tendo sido no governo de Lula aprovada a primeira reforma da previdência contra os servidores públicos, obrigando os mesmo descontar para o INSS mesmo depois de aposentados, e foi no governo do PT, governo de Dilma, que a DRU aumentou de 20% para 30% por proposta de emenda constitucional de autoria de deputado do PDT, partido da base aliada do PT, e, assim, o governo passou a roubar mais dinheiro das aposentadorias. Lula e o PT são isso aí: mentiras, enganações, falcatruas, roubalheiras, e só não vê os cegos para toda luz e ou os com menos de dois dedos de testa.

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